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Pais são presos após menina autista pular do 5º andar em SP

Menina sobreviveu à queda na zona Leste e passou por cirurgia; câmeras flagraram casal fora de casa e Justiça converteu prisão em preventiva

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Derick Toda, Agência SBT

Uma menina autista de 5 anos sobreviveu após cair da janela de um apartamento localizado no quinto andar de um edifício no bairro Jardim Bonifácio, na zona leste de São Paulo.

Os pais da criança foram presos em flagrante sob acusação de abandono de incapaz com resultado de lesão corporal grave, após investigações da Polícia Civil apontarem que a menina foi deixada sozinha no imóvel por longos períodos.

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O incidente aconteceu por volta das 17h12 de segunda-feira (26). A vítima foi socorrida e encaminhada ao Hospital Santa Marcelina, em Itaquera, onde passou por procedimentos cirúrgicos e permanece sob acompanhamento médico intensivo.

Durante a abordagem policial logo após a ocorrência, o pai, Henrique Máximo Lombizani, e a mãe, Karen Máximo Lombizani, apresentaram relatos desencontrados e contraditórios. Inicialmente, o pai informou aos policiais que o casal havia saído junto para fazer compras em um supermercado e deixado a filha dormindo.

Em seguida, alterou o depoimento, afirmando que teria saído sozinho enquanto a mãe permanecia na residência com a criança. Karen também deu versões divergentes sobre o que aconteceu momentos antes do acidente.

A equipe de investigação do 63º Distrito Policial (Vila Jacuí) analisou as gravações do circuito interno de monitoramento do condomínio, que desmentiram as versões apresentadas.

Janela sem tela e socorro com vítima consciente

A perícia realizada no apartamento constatou que a janela de onde a garota despencou não possuía nenhum tipo de grade, tela de proteção ou dispositivo de segurança contra quedas.

A criança foi localizada caída no chão da área comum por um morador do condomínio, que correu para pedir socorro a uma viatura da Polícia Militar que realizava patrulhamento na rua.

Quando os policiais chegaram ao local da queda, a menina estava consciente, orientada e conseguia se comunicar com as pessoas que prestavam o auxílio inicial

Diante das evidências reunidas, o delegado responsável pelo caso determinou a prisão em flagrante de ambos os responsáveis e representou pela decretação da prisão preventiva.

Prisão convertida em preventiva pela Justiça

Nesta terça-feira (27), o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) realizou a audiência de custódia dos acusados e confirmou a decisão de mantê-los presos por tempo indeterminado.

A juíza responsável converteu a prisão em flagrante em preventiva, entendendo que a gravidade da omissão e a vulnerabilidade da criança justificam a medida.

O Conselho Tutelar foi formalmente notificado do caso e deverá acompanhar o bem-estar e a situação de guarda da menina assim que ela receber alta hospitalar.

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