Operação mira clubes que lavavam dinheiro do tráfico no RJ
Investigação aponta que esquema ligado ao Comando Vermelho movimentou mais de R$ 11 milhões por meio de clubes recreativos e uma pousada
Emanuelle Menezes, com informações do SBT Rio
Comando Vermelho teria assumido informalmente a administração de clube na zona norte do Rio | Reprodução
A Polícia Civil do Rio de Janeiro e o Ministério Público do Estado (MPRJ) realizam, nesta terça-feira (4), uma operação contra um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao tráfico de drogas que teria movimentado mais de R$ 11 milhões por meio de clubes recreativos e de uma pousada em Armação dos Búzios, na Região dos Lagos.
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As investigações apontam que integrantes do Comando Vermelho (CV) tentavam assumir o controle de espaços de lazer para ocultar recursos obtidos com atividades criminosas.
Dirigentes do Social Clube Marabu, no Encantado, na zona norte do Rio, foram os responsáveis por denunciar às autoridades que vinham sendo ameaçados para abandonar a administração da entidade e entregar o controle do espaço a pessoas ligadas ao tráfico. Além disso, criminosos exigiam o pagamento de R$ 6 mil por mês para permitir o funcionamento do clube sem represálias.
A partir da denúncia, os investigadores identificaram um esquema semelhante no Várzea Country Clube, em Água Santa, também na zona norte, um dos principais alvos da operação desta terça.
De acordo com a Polícia Civil, pessoas de confiança da organização criminosa teriam assumido informalmente a administração do local, controlando eventos, movimentações financeiras e decisões internas, mesmo sem qualquer vínculo jurídico com a instituição.
Também é alvo da operação a Pousada Menino do Rio, em Armação dos Búzios, na Região dos Lagos. Segundo as investigações, o estabelecimento pode ter sido utilizado para lavar dinheiro do tráfico.
Apesar de possuir apenas 16 quartos, cinco funcionários e diárias em torno de R$ 540 na alta temporada, a pousada movimentou cerca de R$ 3,44 milhões em pouco mais de seis meses e registrou mais de 600 depósitos em espécie, que somaram aproximadamente R$ 955 mil.
Pousada em Armação dos Búzios, na Região dos Lagos, pode ter sido usada para lavar dinheiro do Comando Vermelho | Reprodução
As investigações apontam ainda a existência de um núcleo familiar responsável pela gestão financeira paralela do esquema. Conforme a Polícia Civil, um dos investigados teria movimentado R$ 2,4 milhões em apenas seis meses, sem possuir atividade empresarial compatível.
Outra investigada, que declarava renda mensal de cerca de R$ 3,2 mil como recepcionista, movimentou aproximadamente R$ 2,2 milhões no mesmo período.
Os relatórios de inteligência financeira identificaram movimentações incompatíveis com a renda declarada dos investigados, além de uma intensa circulação de recursos entre familiares, empresas e pessoas físicas por meio de transferências bancárias, depósitos em dinheiro e operações fracionadas via PIX – práticas consideradas típicas de ocultação patrimonial e lavagem de dinheiro.
A Operação Quimera cumpre mandados de busca e apreensão na capital fluminense e na Região dos Lagos, com apoio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco/MPRJ), do Departamento-Geral de Polícia da Baixada Fluminense (DGPB) e da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core).
Operação mira clubes que lavavam dinheiro do tráfico no RJInvestigação aponta que esquema ligado ao Comando Vermelho movimentou mais de R$ 11 milhões por meio de clubes recreativos e uma pousadaBrasil2026-08-04T11:14:33.401ZA Polícia Civil do Rio de Janeiro e o Ministério Público do Estado (MPRJ) realizam, nesta terça-feira (4), uma operação contra um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao tráfico de drogas que teria movimentado mais de R$ 11 milhões por meio de clubes recreativos e de uma pousada em Armação dos Búzios, na Região dos Lagos. As investigações apontam que integrantes do Comando Vermelho (CV) tentavam assumir o controle de espaços de lazer para ocultar recursos obtidos com atividades criminosas. Dirigentes do Social Clube Marabu, no Encantado, na zona norte do Rio, foram os responsáveis por denunciar às autoridades que vinham sendo ameaçados para abandonar a administração da entidade e entregar o controle do espaço a pessoas ligadas ao tráfico. Além disso, criminosos exigiam o pagamento de R$ 6 mil por mês para permitir o funcionamento do clube sem represálias. A partir da denúncia, os investigadores identificaram um esquema semelhante no Várzea Country Clube, em Água Santa, também na zona norte, um dos principais alvos da operação desta terça. De acordo com a Polícia Civil, pessoas de confiança da organização criminosa teriam assumido informalmente a administração do local, controlando eventos, movimentações financeiras e decisões internas, mesmo sem qualquer vínculo jurídico com a instituição. Também é alvo da operação a Pousada Menino do Rio, em Armação dos Búzios, na Região dos Lagos. Segundo as investigações, o estabelecimento pode ter sido utilizado para lavar dinheiro do tráfico. Apesar de possuir apenas 16 quartos, cinco funcionários e diárias em torno de R$ 540 na alta temporada, a pousada movimentou cerca de R$ 3,44 milhões em pouco mais de seis meses e registrou mais de 600 depósitos em espécie, que somaram aproximadamente R$ 955 mil. As investigações apontam ainda a existência de um núcleo familiar responsável pela gestão financeira paralela do esquema. Conforme a Polícia Civil, um dos investigados teria movimentado R$ 2,4 milhões em apenas seis meses, sem possuir atividade empresarial compatível. Outra investigada, que declarava renda mensal de cerca de R$ 3,2 mil como recepcionista, movimentou aproximadamente R$ 2,2 milhões no mesmo período. Os relatórios de inteligência financeira identificaram movimentações incompatíveis com a renda declarada dos investigados, além de uma intensa circulação de recursos entre familiares, empresas e pessoas físicas por meio de transferências bancárias, depósitos em dinheiro e operações fracionadas via PIX – práticas consideradas típicas de ocultação patrimonial e lavagem de dinheiro. A Operação Quimera cumpre mandados de busca e apreensão na capital fluminense e na Região dos Lagos, com apoio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco/MPRJ), do Departamento-Geral de Polícia da Baixada Fluminense (DGPB) e da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core).São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/brasil/operacao-mira-clubes-que-lavavam-dinheiro-do-trafico-no-rj