Comando militar americano diz manter bloqueio marítimo; Irã afirma que não aceitará rotas fora das definidas pelo país
Reuters
Estreito de Ormuz | Reprodução Reuters
O Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM) informou na segunda-feira (3) que o bloqueio marítimo contra o Irã redirecionou 44 embarcações comerciais. No mesmo dia, o conselheiro militar do líder supremo do Irã, Mohsen Rezaei, afirmou que Teerã não aceitará qualquer tentativa dos Estados Unidos de criar rotas de navegação diferentes das definidas pelo país no Estreito de Ormuz.
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Em publicação na rede social X, o CENTCOM disse que as forças americanas seguem aplicando rigorosamente o bloqueio. Segundo o comando, até segunda-feira (3), 44 embarcações comerciais haviam sido redirecionadas, duas foram inutilizadas e outras duas abordadas.
Também na segunda-feira (3), Mohsen Rezaei fez um duro alerta sobre a atuação dos Estados Unidos no Estreito de Ormuz, um dos principais pontos estratégicos para a navegação mundial. À imprensa, Rezaei afirmou que o Irã jamais permitirá que os Estados Unidos estabeleçam rotas marítimas fora das definidas por Teerã no Estreito de Ormuz. Segundo ele, até mesmo navios de guerra americanos que utilizarem esses trajetos poderão ser considerados alvos.
O conselheiro declarou ainda que o Irã não busca um conflito, mas garantiu que as Forças Armadas estão preparadas para defender o país. Rezaei pediu que os Estados Unidos mudem de postura e cumpram os termos do memorando de entendimento (MoU), assinado entre os dois países em 18 de junho. Caso contrário, afirmou, os navios de guerra americanos enfrentarão "sérios perigos" e as Forças Armadas iranianas não ficarão de braços cruzados.
Em outra declaração, Rezaei revelou que o Irã chegou a preparar ataques contra três alvos na Ucrânia, mas desistiu da operação após um pedido de desculpas do governo ucraniano.
Segundo ele, a retaliação foi planejada depois que um navio comercial iraniano foi atacado no Mar Cáspio, em 25 de julho. O episódio deixou um marinheiro morto e outros três feridos.
O memorando de entendimento assinado em 18 de junho previa que Irã e Estados Unidos realizassem negociações ao longo de 60 dias para tentar chegar a um acordo definitivo. No entanto, o futuro das conversas permanece incerto diante da recente escalada das tensões entre os dois países.
No mês passado, as Forças Armadas dos Estados Unidos realizaram diversas ondas de ataques contra alvos iranianos. Washington afirmou que os ataques foram uma resposta às ações do Irã contra embarcações no Estreito de Ormuz e tinham como objetivo reduzir a capacidade iraniana de ameaçar a navegação comercial. Em resposta, Teerã lançou mísseis e drones contra bases e instalações militares americanas na região.
Bloqueio dos EUA ao Irã desvia 44 navios em OrmuzComando militar americano diz manter bloqueio marítimo; Irã afirma que não aceitará rotas fora das definidas pelo paísMundo2026-08-04T09:20:35.968ZO Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM) informou na segunda-feira (3) que o bloqueio marítimo contra o Irã redirecionou 44 embarcações comerciais. No mesmo dia, o conselheiro militar do líder supremo do Irã, Mohsen Rezaei, afirmou que Teerã não aceitará qualquer tentativa dos Estados Unidos de criar rotas de navegação diferentes das definidas pelo país no Estreito de Ormuz. 📲 Receba as principais notícias do Brasil e do mundo no seu WhatsApp! e siga o canal do SBT News. Em publicação na rede social X, o CENTCOM disse que as forças americanas seguem aplicando rigorosamente o bloqueio. Segundo o comando, até segunda-feira (3), 44 embarcações comerciais haviam sido redirecionadas, duas foram inutilizadas e outras duas abordadas. Também na segunda-feira (3), Mohsen Rezaei fez um duro alerta sobre a atuação dos Estados Unidos no Estreito de Ormuz, um dos principais pontos estratégicos para a navegação mundial. À imprensa, Rezaei afirmou que o Irã jamais permitirá que os Estados Unidos estabeleçam rotas marítimas fora das definidas por Teerã no Estreito de Ormuz. Segundo ele, até mesmo navios de guerra americanos que utilizarem esses trajetos poderão ser considerados alvos. O conselheiro declarou ainda que o Irã não busca um conflito, mas garantiu que as Forças Armadas estão preparadas para defender o país. Rezaei pediu que os Estados Unidos mudem de postura e cumpram os termos do Caso contrário, afirmou, os navios de guerra americanos enfrentarão "sérios perigos" e as Forças Armadas iranianas não ficarão de braços cruzados. Em outra declaração, Rezaei revelou que o Irã chegou a preparar ataques contra três alvos na Ucrânia, mas desistiu da operação após um pedido de desculpas do governo ucraniano. Segundo ele, a retaliação foi planejada depois que um navio comercial iraniano foi atacado no Mar Cáspio, em 25 de julho. O episódio deixou um marinheiro morto e outros três feridos. O memorando de entendimento assinado em 18 de junho previa que Irã e Estados Unidos realizassem negociações ao longo de 60 dias para tentar chegar a um acordo definitivo. No entanto, o futuro das conversas permanece incerto diante da recente escalada das tensões entre os dois países. No mês passado, as Forças Armadas dos Estados Unidos realizaram diversas ondas de ataques contra alvos iranianos. Washington afirmou que os ataques foram uma resposta às ações do Irã contra embarcações no Estreito de Ormuz e tinham como objetivo reduzir a capacidade iraniana de ameaçar a navegação comercial. Em resposta, Teerã lançou mísseis e drones contra bases e instalações militares americanas na região. São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/mundo/bloqueio-dos-eua-ao-ira-desvia-44-navios-em-ormuz