Brasil

Número de nascimentos cai 5,8% em 2024 e país registra maior queda em 20 anos, aponta IBGE

Brasil tem sexto ano seguido de recuo e confirma tendência de baixa fecundidade; mortes foram 1,5 milhão no ano passado

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SBT News, com informações da Agência Brasil
10/12/2025, 14:39 • Atualizado em 10/12/2025, 15:12
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Certidão de nascimento | Marcello Casal Jr./Agência Brasil

Certidão de nascimento | Marcello Casal Jr./Agência Brasil

O Brasil registrou pouco mais de 2,38 milhões de nascimentos em 2024, uma queda de 5,8% em relação aos 2,52 milhões contabilizados no ano anterior. O recuo, divulgado nesta quarta-feira (10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), é o mais intenso dos últimos 20 anos e marca o sexto ano consecutivo de redução.

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O índice supera a queda de 5,1% registrada entre 2015 e 2016, que até então era a mais expressiva da série histórica das Estatísticas do Registro Civil. Segundo a gerente da pesquisa, Klivia Brayner, os novos resultados reforçam uma tendência clara.

"Confirma a tendência já apontada pelo Censo 2022, de que as mulheres estão tendo cada vez menos filhos, a queda da fecundidade", afirmou.

A demógrafa Cintia Simoes Agostinho, analista da pesquisa, explica que a queda acompanha a própria estrutura etária do país, marcada pelo envelhecimento da população: "Quando a gente olha para filhos tidos, a gente olha as mulheres em idade reprodutiva, que são as mulheres normalmente de 15 a 49 anos", explica ela, contextualizando que, com menos mulheres em idade reprodutiva, o esperado é que haja menos nascimentos.

Brasil teve sexto recuo consecutivo nos registros de nascimentos, diz IBGE | Reprodução/IBGE
Brasil teve sexto recuo consecutivo nos registros de nascimentos, diz IBGE | Reprodução/IBGE

Médias de nascimentos em 2024

  • 198 mil nascimentos por mês
  • 6,6 mil por dia
  • 275 por hora
  • 4,5 crianças por minuto

O IBGE também aponta que março foi o mês com maior número de registros, com 215,5 mil nascimentos, seguido por maio, abril e janeiro. Já novembro (180,2 mil) e dezembro (183,4 mil) tiveram as menores marcações.

Em 2024, nasceram mais meninos que meninas: para cada 100 nascidas do sexo feminino, houve 105 nascimentos masculinos.

Mães cada vez mais velhas

Os dados mostram uma mudança significativa no perfil das mães. Em 2004, 51,7% dos nascimentos eram de mulheres com até 24 anos; em 2024, essa fatia caiu para 34,6%.

Estados com mais mães adolescentes (até 19 anos):

  • Acre – 19,8%
  • Amazonas – 19,1%
  • Maranhão – 18,6%
  • Pará – 18,3%
  • Roraima – 17,2%

Estados com mais mães com 30 anos ou mais:

  • Distrito Federal – 49,8%
  • Rio Grande do Sul – 45,2%
  • São Paulo – 44,5%
  • Santa Catarina – 43,8%
  • Minas Gerais – 43,2%

Óbitos sobem 4,6% em 2024 e chegam a 1,5 milhão

A mesma pesquisa revela que o país registrou 1,5 milhão de mortes em 2024, uma alta de 4,6% em relação a 2023. Idosos com 60 anos ou mais representaram 71,7% dos registros (1,07 milhão), aumento de 5,6% na comparação anual.

Causas dos óbitos

  • Causas naturais – 90,9%
  • Causas externas (homicídios, acidentes, suicídios) – 6,9%
  • Indeterminadas – 2,2%

As mortes por causas externas atingem majoritariamente os homens (85.244) Mulheres são 18.043 das vítimas. Entre jovens de 15 a 29 anos, a sobremortalidade masculina (27.575) é ainda mais acentuada: 7,7 vezes maior que a feminina (3.563).

Todas as regiões registraram aumento no número de óbitos:

  • Sul – 7,4%
  • Centro-Oeste – 6,2%
  • Sudeste – 4,0%
  • Nordeste – 3,8%
  • Norte – 3,2%

O Distrito Federal teve a maior alta (11,6%). Apenas Roraima apresentou queda (-5,7%).

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