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Número de alunos em cursos à distância supera ensino presencial pela primeira vez no Brasil

Mais de 5,1 milhões de estudantes estão matriculados em EAD, mas oferta segue concentrada em quatro estados e há desigualdade entre redes públicas e privadas

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EAD

Pela primeira vez em uma década, o número de estudantes matriculados no ensino superior à distância (EAD) no Brasil superou o de alunos em cursos presenciais. Segundo o Censo da Educação Superior, divulgado nesta segunda-feira (22) pelo Inep, mais de 5,18 milhões de estudantes estão matriculados no modelo remoto, em um total de 10,22 milhões no país. Em 2024, mais de 3 mil municípios contavam com instituições oferecendo cursos a distância, um crescimento de 97% em 10 anos.

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Apesar da expansão, a oferta ainda é concentrada: quatro estados — Paraná, São Paulo, Santa Catarina e Rio de Janeiro — concentram 88% das instituições de ensino a distância, enquanto Amapá, Roraima, Acre e Distrito Federal registram os menores índices.

A diferença entre redes públicas e privadas também é significativa. Entre os novos estudantes, 73% dos matriculados em faculdades particulares optaram pelo EAD, enquanto nas instituições públicas esse índice foi de apenas 15%.

Outro dado recente mostra os desafios estruturais da educação no Brasil: uma em cada três escolas de ensino fundamental e médio não possui internet adequada para aprendizado. São 18 mil unidades com conexão lenta e mais de 2 mil, todas públicas, sem energia elétrica.

Para o diretor de estatísticas educacionais do Inep, Carlos Eduardo Moreno Sampaio, o ensino a distância pode ser estratégico em regiões de difícil acesso, como Norte e Nordeste, complementando a presença da rede federal.

"Educação a distância num país como o nosso, com essa extensão territorial e as dificuldades de locomoção, pode ser muito útil. O que a gente defende é que essa educação a distância seja ofertada para resolver questões específicas, sobretudo na região Norte do país. Cabe lembrar também que a região Norte e a Nordeste são as duas regiões com maior presença da rede federal”, afirmou o diretor do INEP.

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