Novo biocombustível à base de soja pode reduzir em até 90% a emissão de CO2
Produzido em Mato Grosso, biodiesel abastece frota de caminhões sem exigir mudanças estruturais nos motores e é testado como alternativa ao diesel fóssil
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Leandro Trindade
04/04/2026, 23:15 • Atualizado em 04/04/2026, 23:38
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Um novo biocombustível produzido a partir do óleo de soja tem sido usado como alternativa ao diesel em caminhões de uma multinacional do agronegócio em Mato Grosso. Segundo os produtores, os resultados indicam redução de até 90% na emissão de dióxido de carbono, gás associado às mudanças climáticas e ebulição global.
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A produção ocorre em uma usina em Lucas do Rio Verde, a pouco mais de 350 quilômetros de Cuiabá, região marcada pela grande escala de cultivo de soja. O grão chega à usina, onde é esmagado para a extração do óleo. Depois, esse líquido segue para uma outra planta, onde passa por um trabalho de refino até se transformar no biodiesel.
De acordo com Eliot Mello, gerente geral da indústria, o combustível passa por um processo químico controlado até chegar ao biodiesel bruto. “Esse óleo neutralizado entra na planta de transfixação, passa por um sistema reacional, composto de reatores, onde é adicionado o metanol e um catalisador para poder ir ocorrendo de forma sequencial essas reações controladas para obtenção do biodiesel bruto.”
Toda a produção é acompanhada em laboratório, com testes realizados a cada duas horas e seguindo normas da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Depois de pronto, o produto é destinado aos tanques de caminhões que passaram a operar com B100, combustível formado por 100% de biodiesel.
Segundo Juliana Lopes, diretora de gestão social e ambiental, a troca do diesel convencional pelo B100 foi autorizada sem a necessidade de alterações profundas nos veículos. “O que a gente fez foi ter autorização para transformar o uso do diesel para o B100, do diesel atual que tem uma mistura de 14% de biodiesel para a utilização do combustível 100% de biodiesel”, disse.
A empresa informa que apenas algumas mangueiras precisaram ser substituídas e que o desempenho operacional segue semelhante ao do diesel tradicional após mais de 24 mil horas de teste. “Em termos de eficiência de operação ele funciona da mesma forma, no entanto o resultado dele está realmente em diminuição das emissões”, afirmou Juliana.
Já José Eduardo Tomaz, diretor de operações agrícolas, resumiu a aposta no novo combustível: “Rodar com B100 foi um presente para nós, um sonho”.
Novo biocombustível à base de soja pode reduzir em até 90% a emissão de CO2Produzido em Mato Grosso, biodiesel abastece frota de caminhões sem exigir mudanças estruturais nos motores e é testado como alternativa ao diesel fóssilBrasil2026-04-04T23:15:30.249ZUm novo biocombustível produzido a partir do óleo de soja tem sido usado como alternativa ao diesel em caminhões de uma multinacional do agronegócio em Mato Grosso. Segundo os produtores, os resultados indicam redução de até 90% na emissão de dióxido de carbono, gás associado às mudanças climáticas e ebulição global. A produção ocorre em uma usina em Lucas do Rio Verde, a pouco mais de 350 quilômetros de Cuiabá, região marcada pela grande escala de cultivo de soja. O grão chega à usina, onde é esmagado para a extração do óleo. Depois, esse líquido segue para uma outra planta, onde passa por um trabalho de refino até se transformar no biodiesel. De acordo com Eliot Mello, gerente geral da indústria, o combustível passa por um processo químico controlado até chegar ao biodiesel bruto. “Esse óleo neutralizado entra na planta de transfixação, passa por um sistema reacional, composto de reatores, onde é adicionado o metanol e um catalisador para poder ir ocorrendo de forma sequencial essas reações controladas para obtenção do biodiesel bruto.” Toda a produção é acompanhada em laboratório, com testes realizados a cada duas horas e seguindo normas da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Depois de pronto, o produto é destinado aos tanques de caminhões que passaram a operar com B100, combustível formado por 100% de biodiesel. Segundo Juliana Lopes, diretora de gestão social e ambiental, a troca do diesel convencional pelo B100 foi autorizada sem a necessidade de alterações profundas nos veículos. “O que a gente fez foi ter autorização para transformar o uso do diesel para o B100, do diesel atual que tem uma mistura de 14% de biodiesel para a utilização do combustível 100% de biodiesel”, disse. A empresa informa que apenas algumas mangueiras precisaram ser substituídas e que o desempenho operacional segue semelhante ao do diesel tradicional após mais de 24 mil horas de teste. “Em termos de eficiência de operação ele funciona da mesma forma, no entanto o resultado dele está realmente em diminuição das emissões”, afirmou Juliana. Já José Eduardo Tomaz, diretor de operações agrícolas, resumiu a aposta no novo combustível: “Rodar com B100 foi um presente para nós, um sonho”.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/brasil/novo-biocombustivel-a-base-de-soja-pode-reduzir-em-ate-90-a-emissao-de-co-2
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