Política

Governo Lula pode rever fim do subsídio à gasolina

Novas ameaças de Trump ao Irã elevaram a cotação do petróleo e reacenderam o receio de repasses ao consumidor; fim da subvenção era prevista para esta semana

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Hariane Bittencourt
Presidente Lula | Ricardo Stuckert/PR

Presidente Lula | Ricardo Stuckert/PR

A retomada das tensões entre Estados Unidos e Irã, nesta quarta-feira (8), pode levar o governo Lula (PT) a reavaliar os planos de retirar, de forma gradual e neste momento, a subvenção de R$ 0,44 por litro paga a produtores e importadores de gasolina.

O tema está em discussão entre integrantes dos ministérios da Fazenda e do Planejamento e Orçamento, diante da avaliação de que as novas ameaças do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de promover ataques ao Irã podem voltar a pressionar os preços internacionais do petróleo.

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Na última quarta-feira (1º), a equipe econômica anunciou o fim da subvenção de R$ 0,35 por litro do diesel. Em vigor desde maio, o benefício fazia parte do pacote de medidas adotado pelo governo para conter os impactos da alta do petróleo provocada pelos conflitos no Oriente Médio.

Na ocasião, ao afirmar que o governo foi “atento para responder à crise” e também seria “atento na retirada e reversão das medidas”, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, sinalizou que a equipe econômica também pretendia reavaliar outras duas subvenções: a de R$ 1,12 por litro do diesel e a de R$ 0,44 por litro da gasolina.

A expectativa era anunciar, já nos próximos dias, ao menos uma retirada parcial do subsídio à gasolina. O plano, porém, pode ser adiado diante da nova escalada das tensões no Oriente Médio. A preocupação do governo é que o fim da subvenção, neste momento, aumente a pressão por reajustes imediatos nos combustíveis.

Nesta quarta, o barril do petróleo Brent chegou a subir mais de 5%, sendo negociado perto dos US$ 80.

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