Ministério da Saúde investiga caso de bebê que morreu no Acre após contaminação por vírus Oropouche
O bebê nasceu com malformações cerebrais, articulares e outras anomalias, vivendo apenas 47 dias
S
SBT News
Segundo o infectologista Marcelo Neubauer, a doença é uma arbovirose transmitida pela picada de um borrachudo, o Culicoides Paraense | Reprodução
O Ministério da Saúde registrou a morte de um bebê no Acre na semana passada, que foi contaminado pelo vírus Oropouche. A mãe, de 33 anos, teve febre no segundo mês de gravidez, e exames realizados após o parto confirmaram a presença do vírus.
O bebê nasceu com malformações cerebrais, articulares e outras anomalias, vivendo apenas 47 dias. Exames detectaram material genético do vírus em diferentes tecidos da criança.
Acompanhe o SBT News nas TVs por assinatura Claro (586), Vivo (576), Sky (580) e Oi (175), via streaming pelo +SBT,Site e YouTube, além dos canais nas Smart TVs Samsung, LG e Roku.
Segundo o Ministério da Saúde, ainda é necessária uma investigação mais aprofundada para confirmar se as anomalias estão diretamente relacionadas à contaminação vertical, ou seja, da mãe para o filho durante a gravidez.
O que é a febre oropouche?
Segundo o infectologista Marcelo Neubauer, a doença é uma arbovirose transmitida pela picada de um borrachudo, o Culicoides Paraense, e apresenta um mecanismo de transmissão parecido com o da dengue. A grande diferença entre as duas, segundo o especialista, é que a oropouche conta com animais que podem ser seus hospedeiros. No caso da oropouche também, a contaminação acontece apenas em algumas áreas do país que são endêmicas, como a Amazônia, por exemplo.
A febre oropouche foi identificada pela primeira vez no Brasil em 1960. Depois disso, foram relatados casos isolados e surtos, principalmente na região amazônica. Também ocorreram registros da doença no Panamá, na Argentina, Bolívia, no Equador, Peru e na Venezuela. Com a ampliação da investigação da infecção no país, foram confirmados 7.044 casos, com transmissão local em 16 estados.
O infectologista Werciley Vieira Jr, disse que as dores no corpo na febre oropouche costumam ser mais intensas do que na dengue. No entanto, ele reitera que não é possível fazer o diagnóstico apenas observando o quadro sintomático do paciente.
Como é feito o diagnóstico?
O exame PCR (reação em cadeia da polimerase) possibilita a identificação do vírus no sangue e os testes sorológicos lgG e lgM mostram a presença de anticorpos específicos, também no sangue.
Como se prevenir?
A prevenção é parecida com os casos de dengue, chikungunya e outras doenças causadas por picada de mosquitos: uso de repelentes, blusa de manga longa e calça comprida em áreas de mata, além de telas e mosqueteiros.
Quais são os sinais de alerta?
Os principais indícios que devem deixar as pessoas atentas são a falta de hidratação, náusea, vômito e dor incontrolável. Pessoas imunossuprimidas, idosos, crianças e pessoas com comorbidades têm maior chance de complicações associadas à doença, segundo Vieira Jr.
Como é feito tratamento?
Ainda não existe um tratamento específico para a doença. O foco é aliviar os sintomas e manter o paciente hidratado.
Ministério da Saúde investiga caso de bebê que morreu no Acre após contaminação por vírus OropoucheO bebê nasceu com malformações cerebrais, articulares e outras anomalias, vivendo apenas 47 diasBrasil2024-08-09T00:22:59.737ZO Ministério da Saúde registrou a morte de um bebê no Acre na semana passada, que foi contaminado pelo A mãe, de 33 anos, teve febre no segundo mês de gravidez, e exames realizados após o parto confirmaram a presença do vírus. + O bebê nasceu com malformações cerebrais, articulares e outras anomalias, vivendo apenas 47 dias. Exames detectaram material genético do vírus em diferentes tecidos da criança. Segundo o Ministério da Saúde, ainda é necessária uma investigação mais aprofundada para confirmar se as anomalias estão diretamente relacionadas à contaminação vertical, ou seja, da mãe para o filho durante a gravidez. O que é a febre oropouche? Segundo o infectologista Marcelo Neubauer, a doença é uma arbovirose transmitida pela picada de um borrachudo, o Culicoides Paraense, e apresenta um mecanismo de transmissão parecido com o da dengue. A grande diferença entre as duas, segundo o especialista, é que a oropouche conta com animais que podem ser seus hospedeiros. No caso da oropouche também, a contaminação acontece apenas em algumas áreas do país que são endêmicas, como a Amazônia, por exemplo. A febre oropouche foi identificada pela primeira vez no Brasil em 1960. Depois disso, foram relatados casos isolados e surtos, principalmente na região amazônica. Também ocorreram registros da doença no Panamá, na Argentina, Bolívia, no Equador, Peru e na Venezuela. Com a ampliação da investigação da infecção no país, foram confirmados 7.044 casos, com transmissão local em 16 estados. + Sintomas da febre oropuche Os sintomas são parecidos com os da dengue: Febre; Mal-estar; Dores no corpo e na cabeça; Artralgia (dores nas articulações); Diarreia; Tontura; Náusea. O infectologista Werciley Vieira Jr, disse que as dores no corpo na febre oropouche costumam ser mais intensas do que na dengue. No entanto, ele reitera que não é possível fazer o diagnóstico apenas observando o quadro sintomático do paciente. Como é feito o diagnóstico? O exame PCR (reação em cadeia da polimerase) possibilita a identificação do vírus no sangue e os testes sorológicos lgG e lgM mostram a presença de anticorpos específicos, também no sangue. Como se prevenir? A prevenção é parecida com os casos de dengue, chikungunya e outras doenças causadas por picada de mosquitos: uso de repelentes, blusa de manga longa e calça comprida em áreas de mata, além de telas e mosqueteiros. Quais são os sinais de alerta? Os principais indícios que devem deixar as pessoas atentas são a falta de hidratação, náusea, vômito e dor incontrolável. Pessoas imunossuprimidas, idosos, crianças e pessoas com comorbidades têm maior chance de complicações associadas à doença, segundo Vieira Jr. Como é feito tratamento? Ainda não existe um tratamento específico para a doença. O foco é aliviar os sintomas e manter o paciente hidratado.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/brasil/ministerio-da-saude-investiga-caso-de-bebe-que-morreu-no-acre-apos-contaminacao-por-virus-oropouche