Ministra cobra do Exército inclusão da categoria 'indígena' em cadastro da tropa; Defesa se abstém
Com divergências nas tipologias de raça e cor nas Forças Armadas, CGU diz que há plano para padronização no serviço público
L
C
Leonardo Cavalcanti, Carlos Catelan
07/03/2024, 21:29 • Atualizado em 08/03/2024, 01:50
compartilhar
Sonia Guajajara, ministra dos Povos Indígenas. Foto: Reprodução/Twitter
Dados obtidos pelo SBT News demonstraram nesta quinta-feira (7) que o Exército se utiliza de categorias impróprias para cor e raça da tropa. Excluindo inclusive o termo “indígena”, o que contraria o modelo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e o Estatuto de Igualdade Racial.
Acompanhe o SBT News nas TVs por assinatura Claro (586), Vivo (576), Sky (580) e Oi (175), via streaming pelo +SBT, Site e YouTube, além dos canais nas Smart TVs Samsung e LG.
Em resposta, o Ministério dos Povos Indígenas, liderados pela deputada licenciada Sonia Guajajara (Psol-SP), informou que a “classificação de raça é um direito básico da população brasileira e deve constar em todas as instituições públicas e privadas do país”.
Como o Exército usa a classificação por raça/cor: “branca”, “morena”, “parda”, “parda clara”, “parda escura” e “preta”. Excluindo descendentes de povos originários.
População indígena no país: a pasta informa que segundo o último senso “o Brasil tem 1,7 milhão de indígenas”. E que, por tanto, trata-se de uma população representativa.
Fonte: Elaboração própria a partir de dados do Exército, obtidos por meio da LAI
O que disse a Defesa: o ministério, sob gestão de José Mucio Monteiro Filho, se absteve de reponder. E repetiu que a reportagem deveria consultar as Forças, como fez. Não se pronunciaram quanto aos dados apresentados.
Padronização: segundo a Controladoria-geral da União (CGU), o “assunto é objeto do 6º Plano de Ação da Parceria para o Governo Aberto, elaborado em 2023 e vigente até 2027 [...] que busca produzir, tratar e disponibilizar dados de ações afirmativas padronizados e de qualidade, de forma colaborativa e em catálogo único”.
O compromisso 5 do Plano de Ação: para a Controladoria, “dados de ações afirmativas étnico-raciais são coordenados pelo Ministério da Igualdade Racial”, que não respondeu a tentativa de contato da reportagem do SBT News. O espaço segue aberto.
Mulheres: dados indicados pela LAI (Lei de Acesso à Informação) também demonstraram um forte desequilíbrio de gênero nas Forças Armadas do Brasil. Com a presença feminina não chegando aos 25% em nenhuma (Exército, Marinha e Aeronáutica).
"O exército tem muito mais essa questão do combate terrestre, do combate direto, que é onde se existe uma maior dificuldade, uma maior resistência à abertura para a entrada de mulheres", diz Zucatto
O que diz o governo: a reportagem do SBT News entrou em contato com o ministério da Mulher, mas não obteve nenhum pronunciamento. O espaço segue aberto.
Ministra cobra do Exército inclusão da categoria 'indígena' em cadastro da tropa; Defesa se abstémCom divergências nas tipologias de raça e cor nas Forças Armadas, CGU diz que há plano para padronização no serviço públicoBrasil2024-03-07T21:29:07.092ZDados obtidos pelo SBT News demonstraram nesta quinta-feira (7) que o Exército se utiliza de categorias impróprias para cor e raça da tropa. Excluindo inclusive o termo “indígena”, o que contraria o modelo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e o Estatuto de Igualdade Racial. Em resposta, o Ministério dos Povos Indígenas, liderados pela deputada licenciada Sonia Guajajara (Psol-SP), informou que a “classificação de raça é um direito básico da população brasileira e deve constar em todas as instituições públicas e privadas do país”. Como o Exército usa a classificação por raça/cor: “branca”, “morena”, “parda”, “parda clara”, “parda escura” e “preta”. Excluindo descendentes de povos originários. População indígena no país: a pasta informa que segundo o último senso “o Brasil tem 1,7 milhão de indígenas”. E que, por tanto, trata-se de uma população representativa. O que disse a Defesa: o ministério, sob gestão de José Mucio Monteiro Filho, se absteve de reponder. E repetiu que a reportagem deveria consultar as Forças, como fez. Não se pronunciaram quanto aos dados apresentados. Padronização: segundo a Controladoria-geral da União (CGU), o “assunto é objeto do 6º Plano de Ação da Parceria para o Governo Aberto, elaborado em 2023 e vigente até 2027 [...] que busca produzir, tratar e disponibilizar dados de ações afirmativas padronizados e de qualidade, de forma colaborativa e em catálogo único”. O compromisso 5 do Plano de Ação: para a Controladoria, “dados de ações afirmativas étnico-raciais são coordenados pelo Ministério da Igualdade Racial”, que não respondeu a tentativa de contato da reportagem do SBT News. O espaço segue aberto. Mulheres: dados indicados pela LAI (Lei de Acesso à Informação) também demonstraram um forte desequilíbrio de gênero nas Forças Armadas do Brasil. Com a presença feminina não chegando aos 25% em nenhuma (Exército, Marinha e Aeronáutica). O que diz o governo: a reportagem do SBT News entrou em contato com o ministério da Mulher, mas não obteve nenhum pronunciamento. O espaço segue aberto. São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/brasil/ministerio-cobra-classificacao-indigena-em-levantamento-do-exercito-defesa-se-abstem
Datafolha: Marina e Tebet lideram corrida pelo Senado em SP
Ricardo Salles, André do Prado e Guilherme Derrite aparecem na sequência; na pesquisa espontânea, 81% dos eleitores afirmam que ainda não sabem em quem votar
Operação da PF mira pré-candidato ao Senado no Rio
Márcio Canella (União Brasil), ex-prefeito de Belford Roxo, é um dos alvos da sexta fase da Operação Unha e Carne, contra lavagem de dinheiro em postos do RJ