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Memorial da Pandemia é inaugurado no Rio em homenagem às mais de 700 mil vítimas da Covid-19

Centro cultural reabre ao público com memorial que reúne diferentes formas de homenagem às vítimas da pandemia no Brasil

Imagem da noticia Memorial da Pandemia é inaugurado no Rio em homenagem às mais de 700 mil vítimas da Covid-19
Memorial da Pandemia | Divulgação Walterson Rosa/MS

O Ministério da Saúde lançou na terça (7) o Memorial da Pandemia, em homenagem às mais de 700 mil vítimas da Covid-19 no Brasil. A inauguração ocorreu no Centro Cultural do Ministério da Saúde (CCMS), no centro do Rio de Janeiro, que foi reaberto ao público após obras, no dia em que se comemora o Dia Mundial da Saúde.

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O memorial reúne diferentes formas de homenagem, incluindo uma instalação digital com os nomes das vítimas, um monumento e uma escultura do artista Darlan Rosa, criador do personagem Zé Gotinha. O espaço também conta com uma área voltada ao público infantil, com atividades ligadas à vacinação.

Durante o evento, o ministério também homenageou jornalistas e veículos de comunicação pela cobertura da pandemia e citou a importância da informação no enfrentamento à desinformação.

A reabertura do centro cultural contou com investimento de cerca de R$ 15 milhões. Localizado na Praça Marechal Âncora, no centro do Rio, o espaço funciona em um prédio histórico que já foi utilizado em ações de vigilância sanitária e passou a abrigar atividades culturais a partir de 2001.

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou que o memorial busca preservar a memória das vítimas e lembrou a importância da ciência nas decisões de saúde pública. Segundo ele, a iniciativa também serve como alerta sobre os impactos do negacionismo.

Memorial da Pandemia | Divulgação Walterson Rosa/MS
Memorial da Pandemia | Divulgação Walterson Rosa/MS

Além do memorial, o ministério lançou o Guia Nacional de Manejo das Condições Pós-Covid no SUS, com orientações para diagnóstico e tratamento de sequelas da doença. Também foi apresentado o portal do Memorial Digital da Pandemia, desenvolvido em parceria com a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), a Organização Mundial da Saúde (OMS) e a Unicamp. O acervo digital deve dar origem a uma exposição itinerante, que vai passar por seis capitais entre maio e janeiro de 2027. A mostra começa em Brasília e termina no Rio de Janeiro.

Já no próprio Centro Cultural do Ministério da Saúde, no Rio, o espaço recebe em junho a exposição “Vida Reinventada”, que propõe uma reflexão sobre as respostas da sociedade à pandemia, com elementos de ciência, arte e memória, com curadoria da ex-ministra da Saúde, Nísia Trindade Lima.

Dados do ministério indicam que a cobertura vacinal voltou a crescer nos últimos anos, após quedas registradas até 2022. Em 2025, o país teve aumento no número de crianças vacinadas e alcançou o melhor resultado dos últimos nove anos. No caso da Covid-19, mais de 72,3 milhões de doses foram distribuídas no país desde 2023.

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