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Justiça converte em preventiva prisão de soldado que confessou ter matado uma cabo do Exército em Brasília

Após crime, Kelvin Barros ateou fogo em quartel; a vítima, Maria de Lourdes Freire Matos, de 25 anos, foi encontrada carbonizada

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SBT News
07/12/2025, 14:32 • Atualizado em 07/12/2025, 14:38
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Maria de Lourdes Freire Matos | Reprodução/Redes sociais

Maria de Lourdes Freire Matos | Reprodução/Redes sociais

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A Justiça Militar da União (JMU) converteu nesse sábado (6) em preventiva a prisão em flagrante do soldado do Exército Kelvin Barros da Silva, que confessou ter assassinado a cabo Maria de Lourdes Freire Matos, na última sexta-feira (5), em Brasília. A decisão é do juiz federal Frederico Magno De Melo Veras.

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O crime foi cometido pelo militar, de 21 anos, dentro do estúdio da fanfarra do 1º Regimento de Cavalaria de Guardas (1º RCG), no Setor Militar Urbano (SMU), região central da capital federal, por volta das 15h40 de sexta. A cabo Freire Matos tinha 25 anos.

Na decisão que tornou preventiva a prisão do soldado, o juiz De Melo Veras destacou gravidade dos delitos e risco à ordem pública, à disciplina e à hierarquia militar. A defesa alegou legítima defesa e pediu liberdade provisória.

Feminicídio em quartel no DF: cabo do Exército foi encontrada carbonizada | Divulgação/Exército Brasileiro
Feminicídio em quartel no DF: cabo do Exército foi encontrada carbonizada | Divulgação/Exército Brasileiro

O juiz concluiu que há fortes indícios de materialidade e autoria, reforçados pela confissão do soldado e pelo conjunto de provas. "Para o magistrado, a liberdade do investigado colocaria em risco a regularidade da investigação e afrontaria os princípios basilares da hierarquia e disciplina militares. O juiz citou ainda precedentes do Superior Tribunal Militar que autorizam a prisão preventiva em casos de extrema gravidade", disse a JMU, em nota.

O juiz também determinou a inclusão do suspeito no Banco Nacional de Monitoramento de Prisões.

Relembre caso

Segundo investigação policial, o soldado feriu a cabo com um golpe profundo de faca no pescoço após desentendimento e ateou fogo no ambiente. O corpo da vítima foi encontrado carbonizado. Silva também confessou ter furtado uma pistola 9 mm da militar, que estava de serviço no dia.

Após fugir do local, o soldado afirmou ter descartado a arma em um bueiro no Paranoá ao perceber a presença de militares perto de sua casa. Além do feminicídio, ele deve responder por crimes de incêndio, furto de arma de fogo e fraude processual.

Silva foi preso em flagrante em sua casa, na região administrativa do Paranoá. O caso foi descoberto após os bombeiros terem sido chamados para combater o incêndio e encontrarem o corpo da vítima. Com apenas cinco meses de serviço, a cabo Freire Matos era musicista do Exército e saxofonista da fanfarra.

O soldado disse em depoimento que a discussão foi motivada por "cobranças" da vítima, que supostamente queria que ele terminasse o relacionamento com sua namorada. Ele afirmou que ela teria sacado uma arma de fogo e que ele conseguiu desviar a pistola. Com a outra mão, pegou a faca que estava na cintura dela e desferiu golpe no pescoço da cabo.

A família da vítima contestou a versão apresentada pelo soldado e por militares que fizeram a prisão em flagrante. "Testemunhas ouvidas afirmaram não haver qualquer tipo de relacionamento entre os dois militares e confirmaram que o soldado mantinha relacionamento estável com uma namorada residente no Paranoá", relatou a Justiça Militar da União, em comunicado.

Após confessar o crime, o soldado admitiu que jogou álcool no ambiente, ateou fogo para dificultar o trabalho da perícia e furtou a arma da vítima para evitar coleta de impressões digitais.

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