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Os policiais mencionados no documento, no entanto, não são alvos da operação desta terça-feira e não foram denunciados ou acusados formalmente no caso.
Segundo a decisão, as investigações das operações Bazaar e Recidere indicaram que Cléber Azevedo dos Santos, Robson Martins de Souza e Amjad Ahmad "demonstraram possuir influência sobre policiais civis e militares". O documento cita a existência de registros de proximidade com o coronel PM Pereira Martins, além de menções a contatos com o coronel PM José Augusto Coutinho, então comandante da Rota (Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar), e com um coronel identificado apenas como "Patrício".
Cléber e Robson, por exemplo, mantinham uma relação de amizade com o coronel Pereira Martins, que, de acordo com as investigações, teria permanecido mesmo após ambos se tornarem alvos de grandes operações policiais, como a Operação Fractal, deflagrada no fim de 2022.
Ainda conforme o magistrado, há registros de que o coronel Pereira Martins se dispôs a auxiliar os investigados e intermediar contato com autoridades.
O coronel José Augusto Coutinho foi comandante-geral da Polícia Militar de São Paulo de maio de 2025 a abril deste ano. Ele deixou o cargo após ser citado em investigações sobre a atuação de policiais na escolta de uma empresa de ônibus ligada ao PCC.
Outro trecho da decisão menciona uma planilha apreendida durante as investigações com a anotação de um pagamento de R$ 1 mil em dinheiro destinado ao coronel identificado como "Patrício". O repasse do dinheiro ilícito era chamado pelos suspeitos de "ticketagem".
Operação Janus
A Operação Janus foi deflagrada nesta terça-feira (21) para desarticular um núcleo financeiro suspeito de atuar em favor do Primeiro Comando da Capital (PCC).
As apurações também indicam a participação dos investigados em reuniões destinadas à resolução de conflitos patrimoniais submetidos a integrantes da facção, em episódios identificados pelos investigadores como "tribunais do crime".
Ao todo, a Justiça autorizou 18 mandados de prisão preventiva contra investigados apontados como operadores financeiros, responsáveis por movimentar recursos, converter dinheiro em espécie em transferências bancárias, ocultar patrimônio e abastecer o fluxo financeiro da organização criminosa.
Entre os alvos estão Cléber Azevedo dos Santos, Robson Martins de Souza, Paulo Rogério Silva, Amjad Ahmad e outros integrantes da estrutura investigada.
Além das prisões, o Tribunal de Justiça de São Paulo determinou o bloqueio de até R$ 10 milhões nas contas bancárias e investimentos de cada um dos investigados.
A decisão também prevê outras medidas patrimoniais, como indisponibilidade de bens, imóveis e veículos, para impedir a ocultação ou a dissipação de patrimônio supostamente ligado às atividades criminosas.
Justiça: Coronéis da PM têm elo com alvos de ação contra PCCOperação contra operadores financeiros da facção é realizada nesta terça (21); militares citados não são alvos nem foram denunciados no casoBrasil2026-07-21T13:34:25.371ZA decisão que autorizou a deflagração da e participarem de "tribunais do crime", aponta que parte dos investigados mantinha relação de proximidade com policiais militares de alta patente. O SBT News teve acesso à decisão do juiz Paulo Fernando Deroma De Mello, da 2ª Vara de Crimes Tributários, Organização Criminosa e Lavagem de Bens e Valores do Tribunal de Justiça de São Paulo. Os policiais mencionados no documento, no entanto, não são alvos da operação desta terça-feira e não foram denunciados ou acusados formalmente no caso. Segundo a decisão, as investigações das e indicaram que Cléber Azevedo dos Santos, Robson Martins de Souza e Amjad Ahmad "demonstraram possuir influência sobre policiais civis e militares". O documento cita a existência de registros de proximidade com o coronel PM Pereira Martins, além de menções a contatos com o coronel PM José Augusto Coutinho, então comandante da Rota (Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar), e com um coronel identificado apenas como "Patrício". Cléber e Robson, por exemplo, mantinham uma relação de amizade com o coronel Pereira Martins, que, de acordo com as investigações, teria permanecido mesmo após ambos se tornarem alvos de grandes operações policiais, como a Operação Fractal, deflagrada no fim de 2022. Ainda conforme o magistrado, há registros de que o coronel Pereira Martins se dispôs a auxiliar os investigados e intermediar contato com autoridades. O coronel José Augusto Coutinho foi comandante-geral da Polícia Militar de São Paulo de maio de 2025 a abril deste ano. Ele sobre a atuação de policiais na escolta de uma empresa de ônibus ligada ao PCC. Outro trecho da decisão menciona uma planilha apreendida durante as investigações com a anotação de um pagamento de R$ 1 mil em dinheiro destinado ao coronel identificado como "Patrício". O repasse do dinheiro ilícito era chamado pelos suspeitos de "ticketagem". Operação Janus A Operação Janus foi deflagrada nesta terça-feira (21) para desarticular um núcleo financeiro suspeito de atuar em favor do Primeiro Comando da Capital (PCC). As apurações também indicam a participação dos investigados em reuniões destinadas à resolução de conflitos patrimoniais submetidos a integrantes da facção, em episódios identificados pelos investigadores como "tribunais do crime". Ao todo, a Justiça autorizou 18 mandados de prisão preventiva contra investigados apontados como operadores financeiros, responsáveis por movimentar recursos, converter dinheiro em espécie em transferências bancárias, ocultar patrimônio e abastecer o fluxo financeiro da organização criminosa. Entre os alvos estão Cléber Azevedo dos Santos, Robson Martins de Souza, Paulo Rogério Silva, Amjad Ahmad e outros integrantes da estrutura investigada. Além das prisões, o Tribunal de Justiça de São Paulo determinou o bloqueio de até R$ 10 milhões nas contas bancárias e investimentos de cada um dos investigados. A decisão também prevê outras medidas patrimoniais, como indisponibilidade de bens, imóveis e veículos, para impedir a ocultação ou a dissipação de patrimônio supostamente ligado às atividades criminosas.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/brasil/justica-coroneis-da-pm-tem-elo-com-alvos-de-acao-contra-pcc