Jovem morre após ser espancado em evento pró-Lula em SP
Marcelo de Oliveira Rocha foi agredido em Santos; entidades e amigos suspeitam de homofobia e Polícia Civil apura agressão e roubo
Antonio Souza
Marcelo de Oliveira Rocha, de 30 anos, participava de evento pró-Lula em Santos | Redes Sociais / Reprodução
O engenheiro ambientalMarcelo de Oliveira Rocha, de 30 anos, morreu após ser espancado durante a madrugada deste sábado (24), nas proximidades de uma atividade cultural e política realizada em apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), no município de Santos, no litoral paulista.
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A vítima sofreu ferimentos graves na região da cabeça, incluindo traumatismo craniano severo e fraturas na base e na calota craniana. Marcelo foi socorrido incialmente na Baixada Santista e depois transferido para o Hospital São Paulo, ligado à Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), na capital paulista, onde permaneceu internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), mas não resistiu à gravidade das lesões.
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O jovem participava de uma apresentação artística do grupo musical Banda Esquerdantina no bairro Vila Mathias. Por volta das 3h da madrugada, o engenheiro comunicou aos conhecidos que iria rapidamente ao banheiro e se afastou do grupo.
Diante da demora incomum para retornar, amigos começaram a procurá-lo pelas imediações e o encontraram caído no chão, desacordado e com diversos ferimentos decorrentes de agressão física pelo corpo.
O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi chamado para prestar socorro imediato e conduziu Marcelo até o pronto-socorro da Santa Casa de Santos. Devido ao quadro clínico crítico, ele precisou ser intubado antes de ser transferido para a capital.
Marcelo cursava mestrado em Ecologia Marinha no campus Baixada Santista da Unifesp. A agressão gerou indignação entre amigos, estudantes e organizadores da atividade cultural, que cobraram rigor nas apurações policiais.
Em publicação oficial, a Banda Esquerdantina lamentou o episódio e repudiou a violência:
"Manifestamos nossa solidariedade à vítima e seus familiares, bem como nosso firme repúdio à homofobia", declarou o coletivo musical nas redes sociais.
A Associação Atlética Acadêmica da Unifesp também divulgou nota pública prestando condolências e repudiando crimes de ódio:
"Nenhuma pessoa deveria ter sua integridade, sua dignidade ou sua vida colocadas em risco em razão de quem é ou do que acredita. Atos de violência e homofobia são inaceitáveis e não podem ser tratados com indiferença. Reforçamos a importância de uma apuração rigorosa dos fatos e de que os responsáveis sejam devidamente responsabilizados", manifestaram os estudantes.
Investigação policial e hipóteses apuradas
A Polícia Civil trabalha para esclarecer a autoria e as circunstâncias da morte. Pessoas próximas e testemunhas relatam a suspeita de que a agressão tenha sido motivada por homofobia ou intolerância política, em razão do evento em que a vítima se encontrava.
Por meio de nota oficial, a Secretaria da Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP) informou que Marcelo foi atacado por vários indivíduos ainda não identificados. Os agressores fugiram levando o telefone celular e pertences pessoais do engenheiro.
O boletim de ocorrência foi formalizado no Centro de Polícia Judiciária (CPJ) de Santos. A equipe de investigação analisa imagens de câmeras de monitoramento da região e busca testemunhas para identificar os responsáveis pelo crime.
Jovem morre após ser espancado em evento pró-Lula em SPMarcelo de Oliveira Rocha foi agredido em Santos; entidades e amigos suspeitam de homofobia e Polícia Civil apura agressão e rouboBrasil2026-10-27T00:00:47.336ZO engenheiro ambiental Marcelo de Oliveira Rocha, de 30 anos, morreu após ser espancado durante a madrugada deste sábado (24), nas proximidades de uma atividade cultural e política realizada em apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), no município de Santos, no litoral paulista. 🤳Notícias em primeira mão: baixe nosso aplicativo gratuito e leve o jornalismo do SBT News com você, onde estiver! A vítima sofreu ferimentos graves na região da cabeça, incluindo traumatismo craniano severo e fraturas na base e na calota craniana. Marcelo foi socorrido incialmente na Baixada Santista e depois transferido para o Hospital São Paulo, ligado à Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), na capital paulista, onde permaneceu internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), mas não resistiu à gravidade das lesões. + O jovem participava de uma apresentação artística do grupo musical Banda Esquerdantina no bairro Vila Mathias. Por volta das 3h da madrugada, o engenheiro comunicou aos conhecidos que iria rapidamente ao banheiro e se afastou do grupo. Diante da demora incomum para retornar, amigos começaram a procurá-lo pelas imediações e o encontraram caído no chão, desacordado e com diversos ferimentos decorrentes de agressão física pelo corpo. Veja o momento O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi chamado para prestar socorro imediato e conduziu Marcelo até o pronto-socorro da Santa Casa de Santos. Devido ao quadro clínico crítico, ele precisou ser intubado antes de ser transferido para a capital. + Repúdio de músicos e manifestação da Unifesp Marcelo cursava mestrado em Ecologia Marinha no campus Baixada Santista da Unifesp. A agressão gerou indignação entre amigos, estudantes e organizadores da atividade cultural, que cobraram rigor nas apurações policiais. Em publicação oficial, a Banda Esquerdantina lamentou o episódio e repudiou a violência: "Manifestamos nossa solidariedade à vítima e seus familiares, bem como nosso firme repúdio à homofobia", declarou o coletivo musical nas redes sociais. A Associação Atlética Acadêmica da Unifesp também divulgou nota pública prestando condolências e repudiando crimes de ódio: "Nenhuma pessoa deveria ter sua integridade, sua dignidade ou sua vida colocadas em risco em razão de quem é ou do que acredita. Atos de violência e homofobia são inaceitáveis e não podem ser tratados com indiferença. Reforçamos a importância de uma apuração rigorosa dos fatos e de que os responsáveis sejam devidamente responsabilizados", manifestaram os estudantes. Investigação policial e hipóteses apuradas A Polícia Civil trabalha para esclarecer a autoria e as circunstâncias da morte. Pessoas próximas e testemunhas relatam a suspeita de que a agressão tenha sido motivada por homofobia ou intolerância política, em razão do evento em que a vítima se encontrava. Por meio de nota oficial, a Secretaria da Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP) informou que Marcelo foi atacado por vários indivíduos ainda não identificados. Os agressores fugiram levando o telefone celular e pertences pessoais do engenheiro. O boletim de ocorrência foi formalizado no Centro de Polícia Judiciária (CPJ) de Santos. A equipe de investigação analisa imagens de câmeras de monitoramento da região e busca testemunhas para identificar os responsáveis pelo crime.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/brasil/jovem-morre-apos-ser-espancado-em-evento-pro-lula-em-sp
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