Irmã de Juliana Marins critica divulgação de autópsia à imprensa antes de família ser informada
Publicitária de 26 anos morreu após cair de um penhasco durante uma trilha no Monte Rinjani, na Indonésia
W
Wagner Lauria Jr.
28/06/2025, 12:59 • Atualizado em 28/06/2025, 15:39
compartilhar
Irmã de Juliana Marins critica legista indonésio | Reprodução
A irmã da publicitária Juliana Marins, Mariana Marins, fez um desabafo nas redes sociais na noite desta sexta-feira (27), criticando a forma como a família soube da causa da morte da jovem. De acordo com ela, o resultado da autópsia foi divulgado à imprensa antes mesmo de ser comunicado oficialmente aos parentes no hospital.
Acompanhe o SBT News nas TVs por assinatura Claro (586), Vivo (576), Sky (580) e Oi (175), via streaming pelo +SBT, Site e YouTube, além dos canais nas Smart TVs Samsung e LG.
“Chamaram minha família ao hospital para entregar o laudo, mas, antes mesmo de termos acesso ao documento, o médico legista resolveu fazer uma coletiva para anunciar o conteúdo publicamente. É um absurdo atrás do outro, e não para”, disse Mariana, visivelmente abalada.
A autópsia apontou que Juliana sofreu múltiplos traumas pelo corpo, sendo o mais grave nas costas, causados pelo impacto contra uma superfície plana e dura, o que causou danos a órgãos internos e hemorragia. Segundo o legista responsável, a morte teria ocorrido em até 20 minutos após uma das quedas sofridas, mas o dia de sua morte não foi confirmado. Hipóteses como fome, inanição ou hipotermia foram descartadas.
Além da indignação com a divulgação do laudo, a irmã também criticou a atuação das autoridades indonésias durante o resgate. Juliana chegou a ser vista por drones em pelo menos dois momentos: inicialmente ainda com sinais de vida e, depois, imóvel em uma área de difícil acesso. Os socorristas alegaram que não conseguiram alcançá-la antes por falta de equipamentos adequados, como cordas mais longas.
A família recebeu apoio da Prefeitura de Niterói, cidade natal de Juliana, que se comprometeu a custear o translado do corpo ao Brasil. Mariana agradeceu ao prefeito Rodrigo Neves (PDT) e destacou o carinho da irmã pela cidade. A Prefeitura também irá homenagear a publicitária: o mirante e a trilha de acesso à Praia do Sossego passarão a se chamar Trilha e Mirante Juliana Marins.
“Juliana era apaixonada por Niterói. As praias, a energia era o lugar que ela mais amava”, contou.
Os parentes de Juliana agora aguardam a liberação de voos para retornar ao Brasil com o corpo da jovem.
Irmã de Juliana Marins critica divulgação de autópsia à imprensa antes de família ser informadaPublicitária de 26 anos morreu após cair de um penhasco durante uma trilha no Monte Rinjani, na IndonésiaBrasil2025-06-28T12:59:49.965ZA irmã da publicitária Juliana Marins, Mariana Marins, fez um desabafo nas redes sociais na noite desta sexta-feira (27), criticando a forma como a família soube da causa da morte da jovem. De acordo com ela, comunicado oficialmente aos parentes no hospital. Juliana, de 26 anos, na Indonésia, em 21 de junho. O corpo foi localizado quatro dias depois, no dia 25, após intensas buscas com o uso de drones e equipes de resgate locais. “Chamaram minha família ao hospital para entregar o laudo, mas, antes mesmo de termos acesso ao documento, o médico legista resolveu fazer uma coletiva para anunciar o conteúdo publicamente. É um absurdo atrás do outro, e não para”, disse Mariana, visivelmente abalada. A autópsia apontou que Juliana sofreu múltiplos traumas pelo corpo, sendo o mais grave nas costas, causados pelo impacto contra uma superfície plana e dura, o que causou danos a órgãos internos e hemorragia. Segundo o legista responsável, a morte teria ocorrido em até 20 minutos após uma das quedas sofridas, mas o dia de sua morte não foi confirmado. Hipóteses como fome, inanição ou hipotermia foram descartadas. Além da indignação com a divulgação do laudo, a irmã também criticou a atuação das autoridades indonésias durante o resgate. Juliana chegou a ser vista por drones em pelo menos dois momentos: inicialmente ainda com sinais de vida e, depois, imóvel em uma área de difícil acesso. Os socorristas alegaram que não conseguiram alcançá-la antes por falta de equipamentos adequados, como cordas mais longas. A família recebeu apoio da Prefeitura de Niterói, cidade natal de Juliana, que se comprometeu a custear o translado do corpo ao Brasil. Mariana agradeceu ao prefeito Rodrigo Neves (PDT) e destacou o carinho da irmã pela cidade. A Prefeitura também irá homenagear a publicitária: o mirante e a trilha de acesso à Praia do Sossego passarão a se chamar Trilha e Mirante Juliana Marins. “Juliana era apaixonada por Niterói. As praias, a energia era o lugar que ela mais amava”, contou. Os parentes de Juliana agora aguardam a liberação de voos para retornar ao Brasil com o corpo da jovem.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/brasil/irma-de-juliana-marins-critica-divulgacao-de-autopsia-a-imprensa-antes-de-informar-a-familia