Brasil

Irmã de Juliana Marins critica divulgação de autópsia à imprensa antes de família ser informada

Publicitária de 26 anos morreu após cair de um penhasco durante uma trilha no Monte Rinjani, na Indonésia

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Wagner Lauria Jr.
28/06/2025, 12:59 • Atualizado em 28/06/2025, 15:39
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Irmã de Juliana Marins critica legista indonésio | Reprodução

Irmã de Juliana Marins critica legista indonésio | Reprodução

A irmã da publicitária Juliana Marins, Mariana Marins, fez um desabafo nas redes sociais na noite desta sexta-feira (27), criticando a forma como a família soube da causa da morte da jovem. De acordo com ela, o resultado da autópsia foi divulgado à imprensa antes mesmo de ser comunicado oficialmente aos parentes no hospital.

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Juliana, de 26 anos, morreu após cair de um penhasco durante uma trilha no Monte Rinjani, na Indonésia, em 21 de junho. O corpo foi localizado quatro dias depois, no dia 25, após intensas buscas com o uso de drones e equipes de resgate locais.

“Chamaram minha família ao hospital para entregar o laudo, mas, antes mesmo de termos acesso ao documento, o médico legista resolveu fazer uma coletiva para anunciar o conteúdo publicamente. É um absurdo atrás do outro, e não para”, disse Mariana, visivelmente abalada.

A autópsia apontou que Juliana sofreu múltiplos traumas pelo corpo, sendo o mais grave nas costas, causados pelo impacto contra uma superfície plana e dura, o que causou danos a órgãos internos e hemorragia. Segundo o legista responsável, a morte teria ocorrido em até 20 minutos após uma das quedas sofridas, mas o dia de sua morte não foi confirmado. Hipóteses como fome, inanição ou hipotermia foram descartadas.

Além da indignação com a divulgação do laudo, a irmã também criticou a atuação das autoridades indonésias durante o resgate. Juliana chegou a ser vista por drones em pelo menos dois momentos: inicialmente ainda com sinais de vida e, depois, imóvel em uma área de difícil acesso. Os socorristas alegaram que não conseguiram alcançá-la antes por falta de equipamentos adequados, como cordas mais longas.

A família recebeu apoio da Prefeitura de Niterói, cidade natal de Juliana, que se comprometeu a custear o translado do corpo ao Brasil. Mariana agradeceu ao prefeito Rodrigo Neves (PDT) e destacou o carinho da irmã pela cidade. A Prefeitura também irá homenagear a publicitária: o mirante e a trilha de acesso à Praia do Sossego passarão a se chamar Trilha e Mirante Juliana Marins.

“Juliana era apaixonada por Niterói. As praias, a energia era o lugar que ela mais amava”, contou.

Os parentes de Juliana agora aguardam a liberação de voos para retornar ao Brasil com o corpo da jovem.

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