Instituto aciona governo por possível vazamento de petróleo na Costa Amazônica
Organização identificou área que pode ter sido afetada por derramamento de óleo; local fica próximo à Foz do Amazonas, em embate para exploração entre Petrobras e Ibama
L
Lis Cappi
Valter Campanato/Agência Brasil
Um possível vazamento de petróleo foi identificado na Costa Amazônica. A região fica localizada perto da área em debate para exploração na Foz do Amazonas, a pedido da Petrobras e sob análise do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais).
Acompanhe o SBT News nas TVs por assinatura Claro (586), Vivo (576), Sky (580) e Oi (175), via streaming pelo +SBT, Site e YouTube, além dos canais nas Smart TVs Samsung e LG.
O alerta consta em análise do Instituto Arayara, e foi percebida por uma detecção de radar por satélite. A mancha de provável vazamento foi estimada em quase 170 km² – o equivalente a aproximadamente 24 campos de futebol. Veja a imagem:
A identificação foi encaminhada por ofício no início da semana ao Ministério do Meio Ambiente, ao Ibama e ao Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). O alerta também será protocolado nesta quinta-feira (1º) junto ao Ministério Público Federal.
Além do vazamento, o documento enviado destaca a necessidade de investigação para apurar o possível crime ambiental e impacto de danos. Também sugere a criação de um grupo de trabalho, junto à sociedade civil, para discutir soluções e compor políticas para resposta emergencial a incidentes. A intenção é prevenir outras situações semelhantes.
A detecção ocorreu em setembro, e há suspeita de que tenha sido originada de uma embarcação no Panamá. A possível origem traz alerta para necessidade de maior fiscalização da área, conforme aponta o gerente de oceanos e clima do Instituto Arayara, Vinícius Nora.
"Precisa de um monitoramento mais atento nessa região, porque essa região tem correntes fortes, e isso não é só sobre o bloco que não teve licença permitida [da Petrobras] mas também sobre o grande tráfico de embarcações comercializando esse petróleo. Então são rotas como essa que podem gerar um novo vazamento", destaca.
O especialista em biologia marinha avalia que há risco de vazamentos pelo tráfego de embarcações, por explorações em regiões próximas, como Guiana e Suriname. "Inclusive carramentos irregulares, como pode ter ocasionado o derramamento de 2018 no nordeste brasileiro que carregava óleo venezuelano", relembra. No ano, um derramamento de óleo atingiu o litoral de 11 estados. O caso ainda segue na Justiça.
O SBT News entrou em contato para informações de investigação e posicionamento junto ao Ministério do Meio Ambiente e ao Ibama, mas não obteve resposta até a publicação desta reportagem. O espaço segue aberto e o texto será atualizado em caso de manifestação.
Exploração na Foz do Amazonas
Em maio do ano passado, o Ibama negou pedido da Petrobras para buscas em possível exploração na Foz do Amazonas. A decisão tem sido alvo de embate político, com divisão entre os ministérios de Minas e Energia e Meio Ambiente.
No Congresso Nacional, parlamentares do Norte, especialmente Amapá, insistem na liberação para avanços econômicos. Mas tanto o Ibama quanto a pasta de Marina Silva apontam riscos ambientais. A petroleira fez uma nova solicitação, que está sob análise do Ibama.
Instituto aciona governo por possível vazamento de petróleo na Costa AmazônicaOrganização identificou área que pode ter sido afetada por derramamento de óleo; local fica próximo à Foz do Amazonas, em embate para exploração entre Petrobras e IbamaBrasil2024-02-01T13:46:35.153ZUm possível vazamento de petróleo foi identificado na Costa Amazônica. A região fica localizada perto da área em debate para exploração na Foz do Amazonas, a pedido da Petrobras e sob análise do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais). O alerta consta em análise do Instituto , e foi percebida por uma detecção de radar por satélite. A mancha de provável vazamento foi estimada em quase 170 km² – o equivalente a aproximadamente 24 campos de futebol. Veja a imagem: A identificação foi encaminhada por ofício no início da semana ao Ministério do Meio Ambiente, ao Ibama e ao Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). O alerta também será protocolado nesta quinta-feira (1º) junto ao Ministério Público Federal. Além do vazamento, o documento enviado destaca a necessidade de investigação para apurar o possível crime ambiental e impacto de danos. Também sugere a criação de um grupo de trabalho, junto à sociedade civil, para discutir soluções e compor políticas para resposta emergencial a incidentes. A intenção é prevenir outras situações semelhantes. A detecção ocorreu em setembro, e há suspeita de que tenha sido originada de uma embarcação no Panamá. A possível origem traz alerta para necessidade de maior fiscalização da área, conforme aponta o gerente de oceanos e clima do Instituto Arayara, Vinícius Nora. "Precisa de um monitoramento mais atento nessa região, porque essa região tem correntes fortes, e isso não é só sobre o bloco que não teve licença permitida [da Petrobras] mas também sobre o grande tráfico de embarcações comercializando esse petróleo. Então são rotas como essa que podem gerar um novo vazamento", destaca. O especialista em biologia marinha avalia que há risco de vazamentos pelo tráfego de embarcações, por explorações em regiões próximas, como Guiana e Suriname. "Inclusive carramentos irregulares, como pode ter ocasionado o derramamento de 2018 no nordeste brasileiro que carregava óleo venezuelano", relembra. No ano, um derramamento de óleo atingiu o litoral de 11 estados. O caso ainda segue na Justiça. O SBT News entrou em contato para informações de investigação e posicionamento junto ao Ministério do Meio Ambiente e ao Ibama, mas não obteve resposta até a publicação desta reportagem. O espaço segue aberto e o texto será atualizado em caso de manifestação. Exploração na Foz do Amazonas Em maio do ano passado, o Ibama negou pedido da Petrobras para buscas em possível exploração na Foz do Amazonas. A decisão tem sido alvo de embate político, com divisão entre os ministérios de Minas e Energia e Meio Ambiente. No Congresso Nacional, parlamentares do Norte, especialmente Amapá, insistem na liberação para avanços econômicos. Mas tanto o Ibama quanto a pasta de Marina Silva apontam riscos ambientais. A petroleira fez uma nova solicitação, que está sob análise do Ibama. São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/brasil/instituto-arayara-aciona-governo-por-possivel-vazamento-de-petroleo-na-costa-amazonica
Flávio diz que Tereza aceitou vice, mas PP quer neutralidade
Antes da nota do partido, candidato do PL confirmou que Tereza aceitou o convite, mas disse que ainda aguardava decisão: "Tudo pode acontecer, inclusive nada"