Brasil

Governo oficializa programa "Feminicídio Zero" em parceria com empresas e times de futebol

Projeto do Ministério das Mulheres quer que instituições tenham ações integradas dentro e fora do trabalho. Corinthians e Flamengo aderiram ao programa

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Murillo Otavio
23/08/2024, 21:36 • Atualizado em 23/08/2024, 21:40
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A cada 20 dias, uma mulher é vítima de feminicídio no DF

A cada 20 dias, uma mulher é vítima de feminicídio no DF

O Ministério das Mulheres oficializou nesta sexta-feira (23) o programa "Feminicídio Zero - Nenhuma violência contra a mulher deve ser tolerada", que une diversos setores da sociedade para agirem em conjunto no combate à violência contra mulheres. No Brasil, a cada 6 horas uma mulher é vítima de feminicídio, 63% dos casos acontecem com negras.

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De acordo com a pasta, as empresas assinaram uma carta-compromisso se comprometendo com ações integradas dentro e fora do ambiente de trabalho, além de realizarem campanhas de conscientização contínua voltada para homens. Organizações governamentais, da sociedade civil e clubes de futebol estão entre as instituições que firmaram o acordo.

Entre as entidades estão times de futebol como Corinthians, Flamengo, Vasco, Botafogo.

Durante o evento, o documento foi assinado pelas ministras Cida Gonçalves, Margareth Menezes, Esther Dweck, Sônia Guajajara, pelo presidente da Caixa, e pela ministra da igualdade racial substituta, Roberta Eugênio. +Anatel e NIC.br anunciam ferramenta que mede a qualidade da sua internet

Lei Maria da Penha

O programa foi lançado em 7 de agosto, dia em que é reconhecida a Lei Maria da Penha, mas só foi oficializado nesta sexta-feira (23). A data no início do mês marca o aniversário de 18 anos da legislação, que acontece no mês dedicado à conscientização para o fim da violência contra a mulher, o “Agosto Lilás”.

"Perceber uma situação de violência contra a mulher, enfrentá-la e interrompê-la para que não chegue a um feminicídio, ato de violência extrema baseada em gênero. Essa é a mensagem principal da campanha", afirmou o Ministério das Mulheres.

Das 1.467 vítimas de feminicídio em 2023, 71,1% tinham entre 18 e 44 anos, e 64,3% foram mortas em casa. Destas, o assassino foi o parceiro em 63% dos casos, o ex-parceiro em 21,2% e um familiar em 8,7% dos registros. Além disso, as meninas negras de até 13 anos são maiores vítimas de estupro no Brasil. Crime cresceu 91,5% em 13 anos.

Os números recentes acenderam uma luz vermelha para o governo federal, que enxerga com preocupação a situação do Brasil. Para ministra Cida Gonçalves, o aumento do feminicídio pode ser associado à escalada do discurso de ódio.

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