Governo brasileiro condena bombardeios israelenses em Rafah
Em nota, Itamaraty afirma que Israel “mostra, novamente, descaso” pela observância dos direitos humanos
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Jésus Mosquéra
06/05/2024, 23:51 • Atualizado em 06/05/2024, 23:51
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Cidade de Rafah é bombardeada | Reprodução/@KufiyyaPS
O governo brasileiro divulgou, na noite desta segunda-feira, uma nota na qual condena publicamente os bombardeirosisraelenses iniciados durante a manhã, na região de Rafah, no sul da Faixa de Gaza. O documento é assinado pelo Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty).
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“O governo brasileiro condena o início de operação das forças armadas de Israel contra a cidade de Rafah, na Faixa de Gaza”, inicia o Itamaraty. A nota diz que a ação militar teve objetivo de “intensificar o conflito em área sabidamente de alta concentração” de população civil. E que “o governo israelense, mostra, novamente, descaso pela observância aos princípios básicos dos direitos humanos e do direito humanitário”.
Catástrofe humanitária
Ainda de acordo com a nota, os bombardeios comprometem as negociações pela paz e contrariam “apelos da comunidade internacional, inclusive de aliados mais próximos” a Israel. “O Brasil reitera às instâncias de governança global responsáveis pela preservação da paz e da segurança mundial, em particular ao Conselho de Segurança das Nações Unidas, o pleito de que sejam superados a indiferença e o imobilismo que têm permitido o aprofundamento da catástrofe humanitária na Faixa de Gaza”, segue a nota.
No documento, o Itamaraty conclama “todas as partes à interrupção imediata da violência” e pede o "engajamento em conversações" para o cessar-fogo e a libertação dos reféns. “O Brasil reafirma seu compromisso com a solução de dois Estados, com base nas fronteiras de 1967, única via capaz de oferecer paz duradoura para os povos de Israel e da Palestina, assim como para a região do Oriente Médio”, conclui o Ministério das Relações Exteriores.
Os bombardeios
Horas após o grupo Hamas anunciar que aceitou a proposta de cessar-fogo feita em conjunto por Egito e Catar, Israel informou que o Gabinete de Guerra decidiu por unanimidade continuar a operação na cidade de Rafah, no sul da Faixa de Gaza. O local, que faz fronteira com o Egito, abriga 1,5 milhão de palestinos.
Segundo o comunicado emitido pelo gabinete do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, a operação tem o objetivo de "exercer pressão militar sobre o Hamas”. O gabinete informou ainda que "a proposta do Hamas está longe dos requisitos necessários de Israel", mas que o país enviará uma delegação de trabalho ao Egito, para negociar com os mediadores – grupo composto por Catar, Egito e Estados Unidos. As Forças de Defesa de Israel afirmam que os ataques são direcionados "contra alvos terroristas do Hamas".
Governo brasileiro condena bombardeios israelenses em RafahEm nota, Itamaraty afirma que Israel “mostra, novamente, descaso” pela observância dos direitos humanosBrasil2024-05-06T23:51:26.243ZO governo brasileiro divulgou, na noite desta segunda-feira, uma nota na qual condena publicamente os bombardeiros israelenses iniciados durante a manhã, na região de Rafah, no sul da Faixa de Gaza. O documento é assinado pelo Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty). “O governo brasileiro condena o início de operação das forças armadas de Israel contra a cidade de Rafah, na Faixa de Gaza”, inicia o Itamaraty. A nota diz que a ação militar teve objetivo de “intensificar o conflito em área sabidamente de alta concentração” de população civil. E que “o governo israelense, mostra, novamente, descaso pela observância aos princípios básicos dos direitos humanos e do direito humanitário”. Catástrofe humanitária Ainda de acordo com a nota, os bombardeios comprometem as negociações pela paz e contrariam “apelos da comunidade internacional, inclusive de aliados mais próximos” a Israel. “O Brasil reitera às instâncias de governança global responsáveis pela preservação da paz e da segurança mundial, em particular ao Conselho de Segurança das Nações Unidas, o pleito de que sejam superados a indiferença e o imobilismo que têm permitido o aprofundamento da catástrofe humanitária na Faixa de Gaza”, segue a nota. No documento, o Itamaraty conclama “todas as partes à interrupção imediata da violência” e pede o "engajamento em conversações" para o cessar-fogo e a libertação dos reféns. “O Brasil reafirma seu compromisso com a solução de dois Estados, com base nas fronteiras de 1967, única via capaz de oferecer paz duradoura para os povos de Israel e da Palestina, assim como para a região do Oriente Médio”, conclui o Ministério das Relações Exteriores. Os bombardeios Horas após o grupo Hamas anunciar que aceitou a proposta de cessar-fogo feita em conjunto por Egito e Catar, Israel informou que o Gabinete de Guerra decidiu por unanimidade continuar a operação na cidade de Rafah, no sul da Faixa de Gaza. O local, que faz fronteira com o Egito, abriga 1,5 milhão de palestinos. Segundo o comunicado emitido pelo gabinete do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, a operação tem o objetivo de "exercer pressão militar sobre o Hamas”. O gabinete informou ainda que "a proposta do Hamas está longe dos requisitos necessários de Israel", mas que o país enviará uma delegação de trabalho ao Egito, para negociar com os mediadores – grupo composto por Catar, Egito e Estados Unidos. As Forças de Defesa de Israel afirmam que os ataques são direcionados "contra alvos terroristas do Hamas".São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/brasil/governo-brasileiro-condena-bombardeios-israelenses-em-rafah