Governo atualiza 'lista suja' do trabalho escravo com 159 novos empregadores
Criação de bovinos para corte, cultivo de café e serviços domésticos estão entre as principais atividades exploradas por empregadores
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Camila Stucaluc
07/10/2025, 06:51 • Atualizado em 07/10/2025, 07:14
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"Lista suja" do Ministério do Trabalho e Emprego conta com mais de 1.000 nomes | Divulgação
O Ministério do Trabalho e Emprego atualizou, na segunda-feira (6), a chamada "lista suja" do trabalho análogo à escravidão. Os nomes de mais 159 empregadores foram adicionados ao documento, sendo 101 pessoas físicas e 58 pessoas jurídicas, totalizando 1.530 cadastros.
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Segundo a pasta, a “inclusão de pessoas físicas ou jurídicas no Cadastro de Empregadores acontece somente após a conclusão do processo administrativo que analisou o auto de infração por trabalho análogo ao de escravo”. Para que o nome seja adicionado, é necessário que a autuação tenha sido considerada válida em decisão final, sem possibilidade de recurso.
Do total de novos empregadores, oito foram inseridos na lista em razão de trabalho análogo à escravidão em serviços relacionados à construção civil. As atividades com maior número de inclusão, no entanto, foram a criação de bovinos para cortes (20), serviços domésticos (15) e cultivo de café (9). Minas Gerais e São Paulo lideram os registros, com 33 e 19 trabalhadores resgatados da exploração, respectivamente.
Além da inclusão de novos nomes, a atualização contou com a exclusão de 184 empregadores da lista. Isso porque os cadastros completaram dois anos — prazo máximo para permanecer no documento. Também há a possibilidade de deixar a lista por questão judicial.
Em 2024, o Brasil registrou o maior número de denúncias de trabalho análogo à escravidão da história do país. Dados do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania mostraram que 3.959 denúncias foram recebidas durante o ano, número 15,4% superior ao registrado em 2023 e o maior desde que o Disque 100 foi criado, em 2011. Ao todo, 2.004 trabalhadores foram resgatados pelas autoridades.
Governo atualiza 'lista suja' do trabalho escravo com 159 novos empregadoresCriação de bovinos para corte, cultivo de café e serviços domésticos estão entre as principais atividades exploradas por empregadoresBrasil2025-10-07T06:51:00.000ZO Ministério do Trabalho e Emprego atualizou, na segunda-feira (6), a chamada "lista suja" do trabalho análogo à escravidão. Os nomes de mais 159 empregadores foram adicionados ao documento, sendo 101 pessoas físicas e 58 pessoas jurídicas, s. Segundo a pasta, a “inclusão de pessoas físicas ou jurídicas no Cadastro de Empregadores acontece somente após a conclusão do processo administrativo que analisou o auto de infração por trabalho análogo ao de escravo”. Para que o nome seja adicionado, é necessário que a autuação tenha sido considerada válida em decisão final, sem possibilidade de recurso. Do total de novos empregadores, oito foram inseridos na lista em razão de trabalho análogo à escravidão em serviços relacionados à construção civil. As atividades com maior número de inclusão, no entanto, foram a criação de bovinos para cortes (20), serviços domésticos (15) e cultivo de café (9). Minas Gerais e São Paulo lideram os registros, com 33 e 19 trabalhadores resgatados da exploração, respectivamente. Além da inclusão de novos nomes, a atualização contou com a exclusão de 184 empregadores da lista. Isso porque os cadastros completaram dois anos — prazo máximo para permanecer no documento. Também há a possibilidade de deixar a lista por questão judicial. Em 2024, o da história do país. Dados do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania mostraram que 3.959 denúncias foram recebidas durante o ano, número 15,4% superior ao registrado em 2023 e o maior desde que o Disque 100 foi criado, em 2011. Ao todo, 2.004 trabalhadores foram resgatados pelas autoridades.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/brasil/governo-atualiza-lista-suja-do-trabalho-escravo-com-159-novos-empregadores
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