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Governo amplia sistema Celular Seguro e passa a monitorar aparelhos roubados em tempo real

Nova base nacional integra dados de todo o país e promete agilizar bloqueio e recuperação de celulares roubados

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Celular Seguro | Tânia Rêgo/Agência Brasil

O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) anunciou nesta segunda-feira (30) a ampliação do programa Celular Seguro, que passa a contar com uma base nacional capaz de monitorar aparelhos roubados ou furtados em tempo real. A medida busca acelerar o bloqueio dos dispositivos e dificultar a ação de criminosos.

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A principal mudança é que o sistema passa a funcionar de forma online e integrada. Isso significa que informações do aplicativo Celular Seguro, boletins de ocorrência e bases estaduais vão se conectar automaticamente, sem necessidade de inserção manual de dados.

Com a nova base, o Estado poderá acompanhar todo o caminho do aparelho roubado, desde o registro da ocorrência até a possível recuperação. A expectativa é que o processo de bloqueio seja mais rápido e que o celular se torne inutilizável para criminosos em menos tempo.

Segundo o Ministério da Justiça, a ideia é tornar a proteção mais automática, reduzindo a dependência de ações do próprio usuário após o crime.

Além disso, o sistema também deve oferecer medidas de segurança financeira, como a possibilidade de bloquear acessos a contas bancárias vinculadas ao aparelho.

Processo começa com 14 estados

Nesta fase inicial, 14 estados que já utilizam o Programa de Proteção ao Ecossistema de Dispositivos Móveis (PPE) terão acesso imediato às novas funcionalidades.

Nos demais estados, a integração será feita gradualmente, por meio de acordos técnicos e adaptação dos sistemas locais.

Apesar do anúncio, a nova estrutura ainda depende de regulamentação para começar a operar oficialmente em todo o país.

A Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp) já iniciou o processo de expansão, com envio de ofícios aos 26 estados e ao Distrito Federal para organização das próximas etapas.

O governo federal aposta que a integração nacional vai ajudar a reduzir a receptação e enfraquecer o mercado ilegal de celulares, um dos principais motores desse tipo de crime no Brasil.

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