Governo amplia sistema Celular Seguro e passa a monitorar aparelhos roubados em tempo real
Nova base nacional integra dados de todo o país e promete agilizar bloqueio e recuperação de celulares roubados

Antonio Souza
O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) anunciou nesta segunda-feira (30) a ampliação do programa Celular Seguro, que passa a contar com uma base nacional capaz de monitorar aparelhos roubados ou furtados em tempo real. A medida busca acelerar o bloqueio dos dispositivos e dificultar a ação de criminosos.
A principal mudança é que o sistema passa a funcionar de forma online e integrada. Isso significa que informações do aplicativo Celular Seguro, boletins de ocorrência e bases estaduais vão se conectar automaticamente, sem necessidade de inserção manual de dados.
Com a nova base, o Estado poderá acompanhar todo o caminho do aparelho roubado, desde o registro da ocorrência até a possível recuperação. A expectativa é que o processo de bloqueio seja mais rápido e que o celular se torne inutilizável para criminosos em menos tempo.
Segundo o Ministério da Justiça, a ideia é tornar a proteção mais automática, reduzindo a dependência de ações do próprio usuário após o crime.
Além disso, o sistema também deve oferecer medidas de segurança financeira, como a possibilidade de bloquear acessos a contas bancárias vinculadas ao aparelho.
Processo começa com 14 estados
Nesta fase inicial, 14 estados que já utilizam o Programa de Proteção ao Ecossistema de Dispositivos Móveis (PPE) terão acesso imediato às novas funcionalidades.
Nos demais estados, a integração será feita gradualmente, por meio de acordos técnicos e adaptação dos sistemas locais.
Apesar do anúncio, a nova estrutura ainda depende de regulamentação para começar a operar oficialmente em todo o país.
A Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp) já iniciou o processo de expansão, com envio de ofícios aos 26 estados e ao Distrito Federal para organização das próximas etapas.
O governo federal aposta que a integração nacional vai ajudar a reduzir a receptação e enfraquecer o mercado ilegal de celulares, um dos principais motores desse tipo de crime no Brasil.









