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General Estevam Theophilo negou ter participado de plano para monitorar e prender Alexandre de Moraes

Investigado como braço armado e operacional da trama golpista, general disse desconhecer plano contra "professora", codinome usado para ministro do STF

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Ricardo Brandt
15/03/2024, 22:10 • Atualizado em 15/03/2024, 22:10
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General Estevam Theophilo negou ter participado de plano para monitorar e prender Alexandre de Moraes

O general Estevam Theóphilo Gaspar de Oliveira, ex-comandante da área de operações especiais do Exército, no governo Jair Bolsonaro (PL), negou em depoimento à Polícia Federal (PF), participação no "planejamento ou execução de qualquer plano para prender o ministro Alexandre de Moraes".

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Considerado pela PF, nas investigações da trama de golpe de Estado para manter Bolsonaro na Presidência, um dos envolvidos no monitoramento do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) e presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Alexandre de Moraes, ele disse desconhecer o plano.

"Não tinha qualquer conhecimento sobre o referido monitoramento ou plano de prisão", registra a PF no depoimento de Estevam Theóphilo, prestado no dia 23 de fevereiro.

O conteúdo dos 27 depoimentos da Operação Tempus Veritatis foi tornado público nesta sexta-feira (15), pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

A operação da PF, deflagrada no dia 8 de fevereiro, fechou o cerco contra Bolsonaro, militares de alta patente e ex-ministros do governo.

Moraes teve os passos monitorados pela Abin paralela do governo Bolsonaro - alvo da Operação Vigilância Aproximada -, descobriu a PF depois da análise das conversas dos alvos por aplicativos de celular.

O coronel, então chefe do Comando de Operações Terrestres (COTER) do Exército, responsável pelo emprego do Comando de Operações Especiais (COpESP), estaria envolvido e apoiando a trama.

A PF descobriu que nos planos de tentativa de golpe havia a ordem de prisão de Moraes. O tema foi discutido pelo núcleo duro de Bolsonaro, com militares de alta patente e ministros, dentro do Planalto e do Alvorada.

A investigação cruzou os voos realizados pelo ministro de 14 até 31 de dezembro de 2022, com os "dados de acompanhamento realizados pelos investigados". A análise confirmou para a PF que "o ministro Alexandre de Moraes foi monitorado pelos investigados, demonstrando que os atos relacionados a tentativa de Golpe de Estado e Abolição do Estado Democrático de Direito, estavam em execução".

"De acordo com os diálogos encontrados no celular de Mauro Cid, teria consentido com a adesão ao Golpe de Estado desde o que presidente assinasse a medida. Nesse sentido, além de ser o responsável operacional pelo emprego da tropa caso a medida de intervenção se concretizasse, os elementos indiciários já reunidos apontam que caberiam as Forças Especiais do Exército (os chamados Kids Pretos) a missão de efetuar a prisão do Ministro do Supremo Tribunal Federal ALEXANDRE DE MORAES assim que o decreto presidencial fosse assinado", decisão de Alexandre de Moraes.

Dentro do plano de anular as eleições de 2022 estava a destituição e a prisão do então presidente do TSE. A PF aponta que dois núcleos da "organização criminosa" investigada teriam atuado diretamente. O núcleo de inteligência paralela e o núcleo de oficiais de alta patente.

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