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Fuga de presídio de segurança máxima expõe vulnerabilidade do sistema carcerário brasileiro

Dois detentos fugiram nesta quarta-feira (14). São as primeiras fugas na história do Sistema Penitenciário Federal

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Wilson Dias/Agência Brasil
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A fuga de dois presos da Penitenciária Federal de Mossoró, no Rio Grande do Norte, aconteceu nesta quarta-feira (14). Após o anúncio da fuga, a cidade ficou apreensiva com relação a segurança dos habitantes e a possibilidade de eventuais casos semelhantes.

+ Dois presos fogem de presídio de segurança máxima no Rio Grande do Norte

Segundo investigações preliminares a fuga ocorreu sem necessidade de forças internas ou externas na estrutura do presídio. O advogado e doutor em direito pela Universidade de Brasília (UnB), Olavo Hamilton, falou ao SBT News sobre o ocorrido:

"A fuga ocorreu, e ao que parece de forma tranquila, sem que haja qualquer violência interna ou externa ao presídio, é claro que a linha de investigação será na colaboração de algum agente que trabalhe no sistema".

O episódio é um fato inédito na história do Brasil, são as primeiras fugas do Sistema Penitenciário Federal (SPF), o que gerou questionamentos acerca da eficácia do sistema carcerário brasileiro e do trabalho dos agentes responsáveis pela segurança nos presídios.

"Somos o terceiro país que mais encarcera no mundo. Nós temos no nosso sistema 836 mil presos, a maioria dessas pessoas são pretas, pobres e periféricas. É um momento que pode levar a reflexão de que tipo de política criminal temos no nosso país, que encarcera muito e não resolve o problema da violência", destaca Olavo Hamilton.

A Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen) informou que a Polícia Federal (PF) está "tomando todas as providências necessárias para a recaptura dos foragidos e a apuração das circunstâncias da fuga". André Garcia, secretário nacional de Políticas Penais, foi enviado até a cidade de Mossoró para acompanhar as investigações.

*Estagiária sob supervisão de Afonso Benites

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