Polícia

Manobrista fez manutenção da piscina onde professora morreu, diz delegado

Polícia ainda vai ouvir funcionários e donos da academia; Subprefeitura aponta que local tinha falhas de segurança e funcionava sem alvará

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Investigações preliminares da Polícia Civil indicam que o manobrista da academia era responsável pela manutenção da piscina onde uma professora passou mal e morreu durante uma aula de natação na zona leste de São Paulo, no sábado (7). A polícia ainda tenta localizar o funcionário.

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Em entrevista ao SBT, nesta segunda-feira (9), o delegado-assistente Rodrigo Rezende detalhou que, em visita ao local, a subprefeitura constatou falhas de segurança e a ausência de licença necessária para funcionamento.

Rezende também contou que nenhum depoimento formal foi colhido até o momento, mas a expectativa é que essa etapa comece em breve.

"A expectativa é que ao menos dois funcionários e dois proprietários compareçam à delegacia para que possamos avançar na investigação e compreender melhor a sequência dos fatos", completou o delegado-assistente do caso.

O policial disse ainda que as imagens das câmeras de segurança da academia estão sendo analisadas e que a investigação busca identificar outros funcionários e possíveis vítimas que não apresentaram queixas.

Na coletiva realizada nesta segunda-feira (9), o titular do 42º DP, Alexandre Bento, acrescentou que a suspeita da polícia é que um balde com produtos químicos para a piscina tenha ficado entreaberto, causando uma reação que liberou gases e intoxicou os alunos.

Rezende também informou que os produtos encontrados na academia foram apreendidos e que, a partir dos laudos, principalmente o necroscópico, e da documentação hospitalar, será possível relacionar os produtos químicos à causa da morte da professora.

Sobre o caso

Juliana Faustino, de 28 anos, morreu no sábado (7) após passar mal ao nadar na piscina de uma academia no bairro Parque São Lucas, na zona leste de São Paulo.

De acordo com o boletim de ocorrência, Juliana e o marido, Vinícius de Oliveira, participavam de uma aula de natação quando os dois perceberam odor e gosto anormais na água. Pouco tempo depois, ambos começaram a passar mal e comunicaram o professor responsável.

Com a piora dos sintomas, o casal foi socorrido e levado ao Hospital Santa Helena, em Santo André. No local, Juliana sofreu uma parada cardiorrespiratória e morreu. Vinícius foi transferido para a UTI do Hospital Brasil, que fica a pouco mais de um quilômetro da unidade onde recebeu o primeiro atendimento, e permanece em estado crítico.

Entre o final de sábado e o ínício de domingo, o número de vítimas possivelmente intoxicadas chegou a 5: um adolescente de 14 anos e um homem e uma mulher, ambos de 37 anos.

Versão da academia

Em nota, a C4 Gym afirmou que interrompeu imediatamente as atividades da piscina, acionou o socorro e seguiu as orientações das autoridades. A empresa disse ainda que está colaborando com a investigação e conduzindo apuração interna. Em sinal de luto, suas unidades próprias em São Paulo permaneceram fechadas nesta segunda-feira.

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