Foragido, dono da Hurb tem pedido de audiência por videoconferência negado pela Justiça do RJ
Empresário João Ricardo Mendes foi denunciado por lavagem de dinheiro e furto de obras de arte


Paulo Holland
O dono da Hurb, João Ricardo Mendes, teve seu pedido de audiência por videoconferência negado pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. Denunciado por lavagem de dinheiro e furto de obras de arte, Mendes está foragido há quase dois anos.
Embora a defesa argumente que acusados em processos não precisam estar presos para serem interrogados, a decisão alega que o pedido foi indeferido pois a lei não prevê que réus foragidos possam se utilizar da audiência virtual. O Código de Processo Penal exige que o réu esteja presente no julgamento.
O documento, que indeferiu o pedido de Mendes, alega que o réu descumpriu as medidas cautelas alternativas à prisão preventiva: “Viajou, perpetrou novo crime em um outro Estado da Federação, foi preso pela Polícia desse outro Estado, estava com a tornozeleira eletrônica totalmente descarregada (o que, aliás, diga-se, não foi algo meramente episódico, mas corriqueiro, havendo, inclusive, notícia nestes autos de reiteradas violações desse tipo), e em que pese tenha sido posto em liberdade mais uma vez, agora pela Justiça desse outro Estado, e de novo com imposição de medidas cautelares alternativas, nunca as cumpriu, tendo, na verdade, optado por desaparecer do mapa depois de solto, pelo que se encontra, por isso, desde então, em local incerto e não sabido, e com mandado de prisão na rua, pendente de cumprimento, depois de ter sido decretada, por este Juízo, em seu desfavor, uma nova preventiva”.









