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Em emergência, Manaus tem dias seguidos de estiagem e fumaça

Capital do Amazonas registra queimadas e falta de chuva; governo estima impacto em até 648 mil pessoas

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Com estiagem e incêndios, fumaça cobre parte de Manaus | Reprodução

Com estiagem e incêndios, fumaça cobre parte de Manaus | Reprodução

A cidade de Manaus enfrenta estiagem há pelo menos uma semana e uma camada de fumaça cobre parte da região devido às queimadas, intensificadas pelos efeitos do El Niño. Desde segunda-feira (21), o governo do Amazonas colocou a capital em estado de emergência por causa das condições climáticas e vem adotando medidas para minimizar os impactos sobre a população.

Na manhã desta sexta-feira (25), parte de Manaus amanheceu coberta de fuligem e com a qualidade do ar considerada ruim. Segundo a plataforma IQAir, que monitora os níveis de poluição atmosférica, a situação na região é classificada como muito insalubre para a saúde humana. No início desta tarde, algumas regiões tiveram chuva leve e, com isso, a qualidade do ar melhorou um pouco.

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Nesta semana, Manaus apareceu entre as áreas com pior qualidade do ar do mundo, superando regiões tradicionalmente afetadas pela poluição, como a República Democrática do Congo, na África Central.

O cenário é impulsionado pelo avanço acelerado das queimadas. Segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), o Amazonas já registrou 3.240 focos de calor somente em setembro, e o acumulado do ano chega a 5,7 mil.

Segundo o governo estadual, com base nos impactos registrados durante a estiagem de 2024 e nas projeções elaboradas para 2026, estima-se que até 648 mil pessoas possam ser afetadas pelas condições atuais.

Informações do Painel El Niño 2026-2027 e prognósticos do Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam) indicam elevada probabilidade de permanência das condições associadas ao fenômeno até, pelo menos, o início de 2027. As projeções apontam baixa possibilidade de chuva e temperaturas acima da média durante o período.

Entre os principais efeitos previstos estão impactos à saúde da população, além da fauna e flora. Há possibilidade de redução dos níveis dos rios, o que pode provocar restrições à navegabilidade e, consequentemente, afetar o transporte de pessoas e mercadorias na região.

Para tentar conter os efeitos da estiagem, o governo disse que está providenciando a aquisição de insumos e serviços destinados diretamente às ações de prevenção, assistência e resposta aos impactos do período de seca. Também poderão ser realizadas obras e intervenções emergenciais nas áreas afetadas.

O SBT News questionou a Secretaria de Saúde do estado para saber se há registro de adoecimento de pessoas ou de outros problemas relacionados às condições atuais. Até a publicação deste texto, não houve resposta.

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