O movimento mostra uma preferência maior das empresas pela ocupação via aluguel, em um cenário de juros elevados e crédito mais restrito. Enquanto a compra exige um investimento elevado e uma decisão de longo prazo, a locação permite maior flexibilidade operacional.
“A aquisição de um imóvel exige alto volume de investimento e planejamento de longo prazo. Em contrapartida, a locação exige menos recursos imediatos e oferece maior flexibilidade operacional, fator estratégico para empresas em estruturação ou expansão”, afirma Mariangela Silva, economista do Grupo OLX.
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Aluguel comercial sobe mais que venda em todos os períodos
A diferença entre os dois mercados aparece em todos os recortes analisados pelo FipeZAP. Em agosto, os preços de locação comercial avançaram 1,01%, enquanto os valores de venda subiram 0,40%.
No acumulado de 2026 até agosto, o aluguel comercial registra alta de 8,50%, contra avanço de 1,86% nos preços de venda.
Nos últimos 12 meses, a diferença ficou ainda maior: a locação subiu 11,21%, e enquanto a venda avançou apenas 2,20%.
Segundo Mariangela, o cenário de juros elevados ajuda a explicar a diferença. “Em um cenário macroeconômico de crédito restrito e juros elevados, as empresas tendem a priorizar a preservação de caixa, migrando parte da demanda da compra para o aluguel”, afirma.
Entre as cidades monitoradas, o avanço da locação foi disseminado.
No acumulado de 2026, todas as 10 regiões analisadas apresentaram valorização nos aluguéis comerciais. Os maiores aumentos ocorreram em:
- Salvador: +18,57%
- Rio de Janeiro: +15,35%
- Curitiba: +12,33%
- Brasília: +9,63%
No acumulado de 12 meses, o destaque ficou novamente com Rio de Janeiro e Salvador:
- Rio de Janeiro: +20,97%
- Salvador: +19,84%
- Brasília: +12,24%
- Curitiba: +11,36%
No mês de agosto, Brasília teve a maior alta entre as cidades monitoradas, com avanço de 5,36%, seguida por Salvador (2,48%) e Niterói (1,60%).
São Paulo tem o aluguel comercial mais caro
Apesar das maiores altas recentes estarem concentradas em outras cidades, São Paulo continua sendo o mercado com maior preço médio de locação comercial.
Em agosto, o valor médio anunciado na capital paulista chegou a R$ 62,34 por metro quadrado.
Os maiores preços de aluguel foram:
- São Paulo: R$ 62,34/m²
- Rio de Janeiro: R$ 57,51/m²
- Salvador: R$ 55,49/m²
Na outra ponta, os menores valores foram registrados em:
- Porto Alegre: R$ 34,70/m²
- Belo Horizonte: R$ 38,14/m²
Aluguel comercial sobe 11,21% em 12 mesesLocação avança cinco vezes mais que venda de salas comerciais no período, impulsionada por demanda por flexibilidade em cenário de crédito restritoEconomia2026-09-25T16:28:56.866ZO mercado de imóveis comerciais vive uma dinâmica diferente entre quem compra e quem aluga. Enquantno mesmo período, segundo o Índice FipeZAP Comercial de agosto de 2026. O movimento mostra uma preferência maior das empresas pela ocupação via aluguel, em um cenário de juros elevados e crédito mais restrito. Enquanto a compra exige um investimento elevado e uma decisão de longo prazo, a locação permite maior flexibilidade operacional. “A aquisição de um imóvel exige alto volume de investimento e planejamento de longo prazo. Em contrapartida, a locação exige menos recursos imediatos e oferece maior flexibilidade operacional, fator estratégico para empresas em estruturação ou expansão”, afirma Mariangela Silva, economista do Grupo OLX. O índice acompanha preços de salas e conjuntos comerciais de até 200 metros quadrados em 10 cidades brasileiras. Aluguel comercial sobe mais que venda em todos os períodos A diferença entre os dois mercados aparece em todos os recortes analisados pelo FipeZAP. Em agosto, os preços de locação comercial avançaram 1,01%, enquanto os valores de venda subiram 0,40%. No acumulado de 2026 até agosto, o aluguel comercial registra alta de 8,50%, contra avanço de 1,86% nos preços de venda. Nos últimos 12 meses, a diferença ficou ainda maior: a locação subiu 11,21%, e enquanto a venda avançou apenas 2,20%. Segundo Mariangela, o cenário de juros elevados ajuda a explicar a diferença. “Em um cenário macroeconômico de crédito restrito e juros elevados, as empresas tendem a priorizar a preservação de caixa, migrando parte da demanda da compra para o aluguel”, afirma. Rio e Salvador lideram Entre as cidades monitoradas, o avanço da locação foi disseminado. No acumulado de 2026, todas as 10 regiões analisadas apresentaram valorização nos aluguéis comerciais. Os maiores aumentos ocorreram em: - Salvador: +18,57%
- Rio de Janeiro: +15,35% - Curitiba: +12,33% - Brasília: +9,63%
No acumulado de 12 meses, o destaque ficou novamente com Rio de Janeiro e Salvador:
- Rio de Janeiro: +20,97% - Salvador: +19,84% - Brasília: +12,24% - Curitiba: +11,36% No mês de agosto, Brasília teve a maior alta entre as cidades monitoradas, com avanço de 5,36%, seguida por Salvador (2,48%) e Niterói (1,60%). São Paulo tem o aluguel comercial mais caro Apesar das maiores altas recentes estarem concentradas em outras cidades, São Paulo continua sendo o mercado com maior preço médio de locação comercial. Em agosto, o valor médio anunciado na capital paulista chegou a R$ 62,34 por metro quadrado. Os maiores preços de aluguel foram: - São Paulo: R$ 62,34/m² - Rio de Janeiro: R$ 57,51/m² - Salvador: R$ 55,49/m² Na outra ponta, os menores valores foram registrados em: - Porto Alegre: R$ 34,70/m² - Belo Horizonte: R$ 38,14/m² São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/economia/aluguel-comercial-sobe-11-21-em-12-meses