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Aliados devem ajudar Arábia Saudita contra ataques houthis

Ministros das Relações Exteriores de Turquia e Paquistão se reúnem com autoridades de Riade enquanto rebeldes intensificam agressões

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André de Sena, com informações da Reuters
Combatentes houthis, aliados do Irã, caminham ao lado de um veículo destruído na região da província de al Jawf, no Iêmen | Divulgação/mídia militar houthi

Combatentes houthis, aliados do Irã, caminham ao lado de um veículo destruído na região da província de al Jawf, no Iêmen | Divulgação/mídia militar houthi

Turquia e Paquistão devem fornecer ajuda militar à Arábia Saudita nos combates contra os rebeldes houthis. A informação foi divulgada nesta sexta-feira (25) após uma reunião entre os ministros das Relações Exteriores dos três países, que recentemente firmaram o Acordo de Defesa Conjunta de Meca.

“Os ministros também discutiram os preparativos para a realização de uma reunião urgente dos chefes de Estado-Maior dos três países, a fim de debater formas de apoiar a Arábia Saudita no âmbito do Acordo de Defesa Conjunta de Meca, que estipula que um ataque contra qualquer uma das partes constitui um ataque contra todas as partes”, informou o governo saudita através de um comunicado.

Os houthis, que são apoiados pelo Irã, ocupam as regiões mais populosas do Iêmen, se opondo ao governo reconhecido internacionalmente, que é apoiado pela Arábia Saudita. Além disso, eles realizam ataques a longa distância contra o território saudita, prejudicando o fluxo de exportação de petróleo.

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Na quinta-feira (24), os rebeldes afirmaram que dispararam dezenas de mísseis e drones contra alvos sauditas. Riade comunicou que seis mísseis balísticos foram disparados por combatentes houthis.

Antes disso, o governo saudita já havia emitido alertas de emergência para áreas que incluíam a cidade sagrada de Meca, bem como Jeddah e Yanbu, o principal porto petrolífero saudita no Mar Vermelho, que vai receber tropas e sistemas de defesa franceses, numa tentativa do governo de Paris de garantir o escoamento da produção de petróleo na região.

A reunião entre os chefes de estado-maior de Arábia Saudita, Turquia e Paquistão foi anunciada logo após o presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, dar declarações à imprensa dos Estados Unidos tentando distanciar seu país dos houthis.

“Os houthis são responsáveis por suas próprias ações”, disse Pezeshkian à emissora Fox News, após participar da Assembleia Geral da ONU, em Nova York.

Crise humanitária no Iêmen

O conflito entre os houthis e o governo do Iêmen gera um quadro de crise humanitária no país. A agência das Nações Unidas para a infância informou nessa sexta-feira (25) um aumento da desnutrição aguda entre as crianças iemenitas. Os combates dificultam o acesso aos serviços de saúde e aos centros de tratamento.

“Estamos muito preocupados com um aumento bem visível da desnutrição aguda entre as crianças”, disse o representante do Unicef no Iêmen, Akhil Iyer, em entrevista concedida à imprensa internacional por videoconferência.

Segundo ele, mais de um quarto das quase 2.900 crianças examinadas nas últimas semanas pelas equipes do Unicef apresentavam desnutrição aguda. Desse total, 200 delas estavam em estado grave, que pode levar à morte.

O Unicef alertou que os dados apresentados por Iyer são apenas uma amostra da situação que se desenrola no Iêmen. A estimativa é de que 2,2 milhões de crianças iemenitas menores de cinco anos sofram de desnutrição aguda este ano, com mais de meio milhão delas apresentando desnutrição aguda grave.

Os houthis se deslocam pela costa do Mar Vermelho em direção ao sul, provocando o deslocamento de aproximadamente 133 mil pessoas. Parte delas fogem para a África. De acordo com o Unicef, 71 mil crianças foram forçadas a deixar suas casas por conta do conflito.

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