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Houthis continuam a avançar sobre territórios do Iêmen

Arábia Saudita pede ajuda dos Estados Unidos para combater rebeldes que se opõem ao governo iemenita reconhecido internacionalmente

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André de Sena, com informações da Reuters
Combatentes houthis, aliados ao Irã, posam ao lado de veículo capturado |  Divulgação via Reuters

Combatentes houthis, aliados ao Irã, posam ao lado de veículo capturado | Divulgação via Reuters

Os rebeldes houthis continuam a avançar no Iêmen nesta segunda-feira (21) com o objetivo de isolar os territórios sob seu controle das áreas dominadas pelas forças do governo iemenina reconhecido internacionalmente, que é apoiado pela Arábia Saudita. O progresso dos combatentes acontece depois de os Estados Unidos cancelarem ataques que planejavam fazer contra o grupo neste final de semana.

Cinco fontes militares iemenitas afirmam à agência de notícias Reuters que os houthis, que são apoiados pelo Irã, buscam tomar as Montanhas Kahboub, uma zona estratégica que se estende por duas províncias, Taiz e Lahijm que separam a costa do Mar Vermelho, controlada pelos rebeldes, da região sul do Iêmen, dominada pelo governo.

Os combates têm se concentrado na província de Taiz, no distrito montanhoso de Al-Wazi’iyah, e na região de Ras al-Ara, na costa do Oceano Índico.

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De acordo com os houthis, a Arábia Saudita lançou centenas de ataques nos últimos dias. No entanto, os esforços não foram o bastante para frear o avanço dos rebeldes.

De acordo com as Nações Unidas, quase 700 pessoas foram mortas e milhares ficaram feridas nos combates. Mais de 120 mil iemenitas fugiram de suas casas para outras regiões do país e outros milhares escaparam de barco pelo Mar Vermelho rumo à África.

O avanço relâmpago dos houthis nas últimas semanas coloca em risco o abastecimento global de energia, pois os rebeldes ameaçam conquistar o Estreito de Bab al-Mandab, que separa a Península Arábica do chifre da África, ligando o oceano Índico ao Mar Vermelho. A rota é uma importante alternativa para a exportação de petróleo em meio ao fechamento do Estreito de Ormu por conta do conflito entre Irã e Estados Unidos.

Até aqui, Washington tem rejeitado os repetidos apelos do príncipe herdeiro da Arábia Saudita, Mohammed bin Salman, para que suas forças se juntem à luta contra os houthis no Iêmen.

O jornal "New York Time" informou que o governo americano se preparou para lançar ataques aéreos contra os rebeldes no domingo, mas o presidente Donald Trump cancelou a ofensiva no último minuto, quando as aeronaves estavam sendo carregadas com as bombas.

No sábado, os houthis afirmaram terem lançado ataques com mísseis e drones contra locais considerados “sensíveis” em Riad, capital da Arábia Saudita. O grupo não especificou quais instalações foram alvo da ofensiva. O governo da Arábia Saudita não se pronunciou.

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