Estudo brasileiro mostra eficácia de medicamento contra HIV
Produto injetável seria usado na prevenção; pesquisa na revista científica "The Lancet Regional Health - Americas" contou com especialistas da Fiocruz
SBT News
Um estudo realizado por cientistas brasileiros mostra que o uso do cabotegravir injetável é uma alternativa viável de profilaxia pré-exposição (PrEP) contra o HIV. A pesquisa, que contou com participação de especialistas do Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI/Fiocruz), foi publicado nesta quinta-feira na revista científica "The Lancet Regional Health - Americas".
🔎A Profilaxia Pré-Exposição (PrEP) é uma forma de prevenção contra o HIV que consiste no uso de medicamentos antes da relação sexual, com o objetivo de impedir que o vírus infecte o organismo caso ocorra exposição.
O estudo monitorou por um ano 1.447 pessoas de 18 a 30 anos de idade que nunca haviam usado PrEP e eram HIV-negativos. Eles foram acompanhados nos serviços públicos de saúde de seis cidades brasileiras: Campinas, Florianópolis, Manaus, Rio de janeiro, Salvador e São Paulo.
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Entre os participantes, havia homens cis, homens trans, mulheres trans e pessoas não binárias. Eles tinham a possibilidade de escolher entre duas opções: receber o cabotegravir injetável ou tomar a PrEP oral diária.
Entre aqueles que receberam o cabotegravir, foram registradas apenas três novas infecções pelo HIV, com incidência de 0,20 caso por 100 pessoas ao ano. O resultado para aqueles que tomaram o PrEP oral foi diferente: houve 18 novas infecções, com incidência de 1,48 caso por 100 pessoas ao ano.
O estudo também mostrou que houve preferência pelo tratamento com aplicação de injeções. Uma fatia de 82,9%, que corresponde a 1.201 participantes, escolheu esse método, enquanto 17%, o que equivale a 246, decidiu tomar os comprimidos.
O uso do cabotegravir no Brasil foi aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em junho de 2023. No entanto, o medicamento ainda não foi incorporado ao SUS. Antes que isso aconteça, ele precisa ser avaliado pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec). Segundo o Ministério da Saúde, esse processo já teve início.
“O Brasil quer incorporar novas tecnologias de prevenção do HIV porque elas podem ampliar as possibilidades de cuidado e oferecer alternativas para pessoas que enfrentam dificuldades de adesão ao uso diário da medicação”, afirmou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, durante a 26ª Conferência Internacional de Aids, realizada na cidade do Rio de Janeiro, em julho.
Estudo brasileiro mostra eficácia de medicamento contra HIVProduto injetável seria usado na prevenção; pesquisa na revista científica "The Lancet Regional Health - Americas" contou com especialistas da FiocruzSaúde2026-09-25T14:16:53.788ZUm estudo realizado por cientistas brasileiros mostra que o uso do cabotegravir injetável é uma alternativa viável de profilaxia pré-exposição (PrEP) contra o HIV. A pesquisa, que contou com participação de especialistas do Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI/Fiocruz), foi publicado nesta quinta-feira na revista científica "The Lancet Regional Health - Americas". 🔎A Profilaxia Pré-Exposição (PrEP) é uma forma de prevenção contra o HIV que consiste no uso de medicamentos antes da relação sexual, com o objetivo de impedir que o vírus infecte o organismo caso ocorra exposição. O estudo monitorou por um ano 1.447 pessoas de 18 a 30 anos de idade que nunca haviam usado PrEP e eram HIV-negativos. Eles foram acompanhados nos serviços públicos de saúde de seis cidades brasileiras: Campinas, Florianópolis, Manaus, Rio de janeiro, Salvador e São Paulo. Entre os participantes, havia homens cis, homens trans, mulheres trans e pessoas não binárias. Eles tinham a possibilidade de escolher entre duas opções: receber o cabotegravir injetável ou tomar a PrEP oral diária. Entre aqueles que receberam o cabotegravir, foram registradas apenas três novas infecções pelo HIV, com incidência de 0,20 caso por 100 pessoas ao ano. O resultado para aqueles que tomaram o PrEP oral foi diferente: houve 18 novas infecções, com incidência de 1,48 caso por 100 pessoas ao ano. O estudo também mostrou que houve preferência pelo tratamento com aplicação de injeções. Uma fatia de 82,9%, que corresponde a 1.201 participantes, escolheu esse método, enquanto 17%, o que equivale a 246, decidiu tomar os comprimidos. O uso do cabotegravir no Brasil foi aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em junho de 2023. No entanto, o medicamento ainda não foi incorporado ao SUS. Antes que isso aconteça, ele precisa ser avaliado pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec). Segundo o Ministério da Saúde, esse processo já teve início. “O Brasil quer incorporar novas tecnologias de prevenção do HIV porque elas podem ampliar as possibilidades de cuidado e oferecer alternativas para pessoas que enfrentam dificuldades de adesão ao uso diário da medicação”, afirmou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, durante a 26ª Conferência Internacional de Aids, realizada na cidade do Rio de Janeiro, em julho. São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/saude/estudo-brasileiro-mostra-adesao-a-produto-injetavel-contra-hiv
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