Dino mantém afastamento de desembargadores da Lava Jato
Magistrados do TRF4 foram afastados pelo Conselho Nacional de Justiça por supostas irregularidades em decisões tomadas durante a operação
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Jésus Mosquéra
20/05/2024, 19:00 • Atualizado em 20/05/2024, 19:00
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O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino manteve, nesta segunda-feira (20), o afastamento dos desembargadores Eduardo Thompson Flores e Loraci Flores de Lima, do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4). Os magistrados foram afastados em abril pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
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Flores e Loraci entraram com mandado de segurança no STF alegando que os fatos que teriam motivado o afastamento ocorreram há muito tempo e, por isso, não haveria a necessidade da medida cautelar. Mas Dino não viu ilegalidade no afastamento. Para o ministro, a medida cautelar ainda é necessária, pelo menos até a conclusão da análise do caso pelo CNJ.
“É fato notório que os processos judiciais vinculados à ‘Operação Lava Jato’ seguem em tramitação, em um cenário em que este Supremo Tribunal Federal tem reconhecido diversas nulidades processuais, o que recomenda especial atenção por parte do CNJ”, escreveu o ministro na decisão. Segundo Dino, há indícios de que os magistrados violaram os princípios da eficiência e da economicidade, ao tomar decisões “inúteis” que resultaram em mau uso do dinheiro público.
Afastamento
O corregedor nacional de Justiça, Luis Felipe Salomão, afastou os desembargadores em 15 de abril, após uma espécie de auditoria feita pelo CNJ no TRF4. Também foram afastados o juiz federal Danilo Pereira Júnior e a juíza federal Gabriela Hardt. Os quatro magistrados afastados atuaram em processos da Lava Jato no Paraná.
Um dia depois do afastamento, a decisão monocrática de Salomão foi submetida a avaliação pelo plenário do CNJ. Os conselheiros do CNJ revogaram os afastamentos de Hardt e Danilo, mas mantiveram os de Flores e Loraci.
De acordo com Salomão, houve “atípico direcionamento dos recursos obtidos a partir da homologação de acordos de colaboração e de leniência exclusivamente para a Petrobras”. O corregedor classificou como “caótica” a gestão dos valores oriundos dos acordos, que ficaram sob responsabilidade da Justiça Federal no Paraná.
Dino mantém afastamento de desembargadores da Lava JatoMagistrados do TRF4 foram afastados pelo Conselho Nacional de Justiça por supostas irregularidades em decisões tomadas durante a operaçãoBrasil2024-05-20T19:00:23.339ZO ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino manteve, nesta segunda-feira (20), o afastamento dos desembargadores Eduardo Thompson Flores e Loraci Flores de Lima, do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4). Os magistrados foram afastados em abril pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Flores e Loraci entraram com mandado de segurança no STF alegando que os fatos que teriam motivado o afastamento ocorreram há muito tempo e, por isso, não haveria a necessidade da medida cautelar. Mas Dino não viu ilegalidade no afastamento. Para o ministro, a medida cautelar ainda é necessária, pelo menos até a conclusão da análise do caso pelo CNJ. “É fato notório que os processos judiciais vinculados à ‘Operação Lava Jato’ seguem em tramitação, em um cenário em que este Supremo Tribunal Federal tem reconhecido diversas nulidades processuais, o que recomenda especial atenção por parte do CNJ”, escreveu o ministro na decisão. Segundo Dino, há indícios de que os magistrados violaram os princípios da eficiência e da economicidade, ao tomar decisões “inúteis” que resultaram em mau uso do dinheiro público. Afastamento O corregedor nacional de Justiça, Luis Felipe Salomão, afastou os desembargadores em 15 de abril, após uma espécie de auditoria feita pelo CNJ no TRF4. Também foram afastados o juiz federal Danilo Pereira Júnior e a juíza federal Gabriela Hardt. Os quatro magistrados afastados atuaram em processos da Lava Jato no Paraná. Um dia depois do afastamento, a decisão monocrática de Salomão foi submetida a avaliação pelo plenário do CNJ. Os conselheiros do CNJ revogaram os afastamentos de Hardt e Danilo, mas mantiveram os de Flores e Loraci. De acordo com Salomão, houve “atípico direcionamento dos recursos obtidos a partir da homologação de acordos de colaboração e de leniência exclusivamente para a Petrobras”. O corregedor classificou como “caótica” a gestão dos valores oriundos dos acordos, que ficaram sob responsabilidade da Justiça Federal no Paraná.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/brasil/dino-mantem-afastamento-de-desembargadores-da-lava-jato
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