Brasil

Desmatamento aumentou 4% na Amazônia nos últimos 12 meses, diz Inpe

Resultado foi influenciado por queimados do segundo semestre de 2024; Cerrado e Pantanal apresentaram queda na devastação

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Camila Stucaluc
13/08/2025, 07:22 • Atualizado em 13/08/2025, 11:10
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Desmatamento na Amazônia | Marcelo Camargo/Agência Brasil

Desmatamento na Amazônia | Marcelo Camargo/Agência Brasil

A área sob alertas de desmatamento na Amazônia teve alta de 4% em 2025 (de agosto de 2024 a julho de 2025) em comparação com o período anterior. Segundo dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), foram derrubados 4.495 km² no período, área equivalente a três cidades de São Paulo. É o segundo número mais baixo da série histórica iniciada em 2016, perdendo apenas para 2024.

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Entre os estados que concentram a maior área sob alerta de desmatamento na Amazônia no período, Rondônia registrou queda de 35% (com 194 km²), e Pará, de 21% (1.325 km²). Por outro lado, foi identificado aumento de 74% em Mato Grosso (1.636 km²) e de 3% no Amazonas (814 km²), impulsionados pelos incêndios no segundo semestre do ano passado.

Já no Cerrado houve redução de 21% nos alertas de desmatamento nos últimos 12 meses. O resultado (5.555 km²) reverteu a tendência de alta registrada desde 2021 no bioma, mas a área derrubada continua superando o total na Amazônia. No Pantanal, o desmatamento caiu 72% (319 km²) no mesmo período.

O resultado do Deter é um indicativo de tendência da taxa anual de desmatamento, que deverá ser divulgada até novembro deste ano. A taxa é medida sempre de agosto a julho pelo sistema Prodes do Inpe, que usa imagens de satélites precisas para identificar áreas sob alertas de desmatamento.

“Dentro da margem, podemos dizer que o desmatamento na Amazônia está estabilizado, mas nosso compromisso é o desmatamento zero até 2030”, disse a ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva. Segundo ela, nos últimos 12 meses, foram realizadas mais de 9,5 mil ações fiscalizatórias na Amazônia, que resultaram em mais de 3,9 mil autos de infração, totalizando R$ 2,4 bilhões em multas.

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