Política

Ex-ministro de Dilma desponta na escolha para Ministério da Justiça e Segurança Pública, que não seria desmembrado

Advogado-geral da Petrobras, Wellington César Lima e Silva, tem perfil combativo e boa relação com o presidente Lula

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Wellington César Lima e Silva | Valter Campanato/Agência Brasil
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O governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) trabalha com a manutenção do Ministério da Justiça e Segurança Pública sem desmembramento nesta gestão e avalia o nome de Wellington César Lima e Silva, atual advogado-geral da Petrobras, como o mais cotado para assumir o comando definitivo da pasta após a saída de Ricardo Lewandowski, apurou o SBT News.

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Lewandowski deixou o cargo na noite de sexta-feira (9), após pedir exoneração alegando razões pessoais e familiares. Com a saída, o presidente Lula nomeou o secretário-executivo Manoel Carlos de Almeida como ministro interino do Ministério da Justiça e Segurança Pública.

A troca no comando reacendeu, nos bastidores do governo, a discussão sobre um possível desmembramento da pasta. Hoje, o ministério concentra a coordenação da Polícia Federal, da Polícia Rodoviária Federal e da Força Nacional, o que levou setores da área de segurança a defenderem a criação de um ministério exclusivo para o tema.

No sábado (10), o Conselho Nacional de Secretários de Segurança Pública (Conasesp) divulgou uma nota afirmando que o momento seria oportuno e estratégico para o desmembramento. No texto, a entidade defende uma pasta própria para a Segurança Pública, com foco na articulação entre União, estados, Distrito Federal e municípios, e sustenta que o comando deveria ficar com gestores experientes na área.

Entre os nomes que estavam sendo ventilados estavam o do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, que chegou a ser indicado pelo Conasesp. Nos bastidores da PF, no entanto, a hipótese de Andrei Rodrigues assumir um ministério é considerada pouco provável.

Fontes ouvidas pelo SBT News afirmam que, apesar de reconhecido como extremamente qualificado, Rodrigues conduz atualmente as principais investigações do país em um ano pré-eleitoral, e uma mudança no comando da PF às vésperas das eleições seria vista como um risco político.

Paralelamente, interlocutores do Palácio do Planalto afirmam que o presidente já sinalizou, em reuniões reservadas, que não pretende desmembrar o Ministério da Justiça e Segurança Pública nesta gestão, apesar das pressões de setores da área de segurança.

Nesse cenário, ganha força o nome de Wellington César Lima e Silva. Pessoas próximas ao presidente afirmam que ele é visto como um nome de confiança, frequentemente lembrado para assumir cargos em momentos de transição. Além disso, ao contrário de Lewandowski, ele teria um perfil mais combativo.

Wellington César, que foi Procurador-geral de Justiça da Bahia, já ocupou o cargo de ministro da Justiça por 11 dias, em 2016, durante o governo Dilma Rousseff.

Ele deixou o posto após o Supremo Tribunal Federal (STF) entender que membros do Ministério Público que ingressaram na carreira após a Constituição de 1988 não podem exercer cargos de natureza política. À época, ele optou por seguir no Ministério Público.

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