"Conspiração tabajara": Mourão reconhece que militares armaram plano golpista
Senador e ex-vice presidente de Jair Bolsonaro foi entrevistado pelo jornal 'O Globo'
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SBT News
Hamilton Mourão em discurso no Fórum Brasil-OCDE | Wilson Dias/Agência Brasil
O general Hamilton Mourão (Republicanos-RS), senador e ex-vice presidente da República, admitiu, em uma entrevista ao jornal O Globo, que um "grupo pequeno" das Forças Armadas tentou articular um golpe de Estado após a vitória de Lula sobre Jair Bolsonaro nas eleições de 2022.
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No entanto, ele disse que o Exército agiu dentro da Constituição, que a investigação da Polícia Federal é um "escarafunchar de conversas de WhatsApp e e-mails trocados" e que o plano golpista é uma "conspiração bem tabajara", diminuindo sua importância.
Diplomação de Hamilton Mourão e Jair Bolsonaro como vice e presidente, em 2018 | Valter Campanato/Agência Brasil
"Acho essas questões totalmente fora do contexto. Essa investigação da PF, que levou praticamente dois anos, é um escarafunchar de conversas de WhatsApp e de algumas mensagens de e-mails trocados. A gente nunca sabe o contexto em que isso foi efetivamente tratado. Os que estão em indiciados, me parece um grupo pequeno e que não tinha a mínima condição de executar aquilo que em tese estaria dito que eles iriam executar. E também me chama atenção a questão de que eles diziam 'vamos ter armas, mas vamos matar por envenenamento'. Então pra que ter arma? São coisas surreais, na minha visão. Eu desconhecia toda e qualquer conversa neste sentido", afirmou.
Mourão afirmou que sabia de reuniões no Palácio da Alvorada depois do segundo turno, entre o então presidente Bolsonaro, os comandantes das Forças Armadas e Braga Netto, mas disse desconhecer os assuntos tratados.
"Conspiração tabajara": Mourão reconhece que militares armaram plano golpistaSenador e ex-vice presidente de Jair Bolsonaro foi entrevistado pelo jornal 'O Globo'Brasil2024-12-16T12:53:38.597ZO general Hamilton Mourão (Republicanos-RS), senador e ex-vice presidente da República, admitiu, em uma entrevista ao que um "grupo pequeno" das Forças Armadas tentou articular um golpe de Estado após a vitória de Lula sobre Jair Bolsonaro nas eleições de 2022. No entanto, ele disse que o Exército agiu dentro da Constituição, que a investigação da Polícia Federal é um "escarafunchar de conversas de WhatsApp e e-mails trocados" e que o plano golpista é uma "conspiração bem tabajara", diminuindo sua importância. A entrevista foi realizada antes da prisão do general , no inquérito que apura a trama golpista. Para Mourão, a prisão de Braga Netto ocorreu ilegalmente. "Acho essas questões totalmente fora do contexto. Essa investigação da PF, que levou praticamente dois anos, é um escarafunchar de conversas de WhatsApp e de algumas mensagens de e-mails trocados. A gente nunca sabe o contexto em que isso foi efetivamente tratado. Os que estão em indiciados, me parece um grupo pequeno e que não tinha a mínima condição de executar aquilo que em tese estaria dito que eles iriam executar. E também me chama atenção a questão de que eles diziam 'vamos ter armas, mas vamos matar por envenenamento'. Então pra que ter arma? São coisas surreais, na minha visão. Eu desconhecia toda e qualquer conversa neste sentido", afirmou. Mourão afirmou que sabia de reuniões no Palácio da Alvorada depois do segundo turno, entre o então presidente Bolsonaro, os comandantes das Forças Armadas e Braga Netto, mas disse desconhecer os assuntos tratados. São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/brasil/conspiracao-tabajara-mourao-reconhece-que-militares-armaram-plano-golpista