Censo 2022: 69% dos indígenas vivem em condições inadequadas de saneamento básico
Índice é ainda maior, 95%, entre aqueles que moram em terras indígenas; 36% ainda vivem sem água encanada
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SBT News
04/10/2024, 15:31 • Atualizado em 04/10/2024, 15:31
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1,1 milhão de indígenas vivem com saneamento precário no Brasil | Foto: Jéssica Candido/Agência IBGE Notícias
Dados do Censo de 2022, divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira (4), apontam que 69% dos indígenas, cerca de 1,1 milhão, vivem em domicílios em situação de precariedade de saneamento básico. Índice muito superior ao restante da população, onde 27% vivem nesta condição.
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Segundo o levantamento, o Brasil possui 1,6 milhão de indígenas. Desse total, apenas 3% vivem em malocas ou estruturas sem paredes. Os indígenas que vivem em aldeias localizadas em terras indígenas sofrem ainda mais com a falta de estrutura de saneamento básico. Nesses locais, o índice de precariedade salta e chega a 95%.
Sobre o abastecimento de água, 36% dos indígenas vivem em condições precárias, enquanto 6% do restante da população sofre do mesmo problema. E, novamente, dentro das terras indígenas, essa porcentagem saltou para 69%. Segundo o Censo, são casas sem água encanada, onde moradores devem recorrer a outras saídas pelo bem universal como a utilização de poços ou fontes sem encanamento.
Outro ponto preocupante é a coleta de lixo. Isso, embora tenha havido uma redução significativa no número de indígenas que ainda usam métodos precários para destinar os resíduos, caiu de 71% em 2010 para 28% em 2022. Apesar da diminuição, o índice ainda é muito maior que os 9% registrados entre a população geral.
A taxa de analfabetismo entre a população indígena é quase o dobro da taxa da população em geral, em todo país. Entre os indígenas maiores de 15 anos, 15% não sabiam ler e escrever em 2022. Entre a população geral, esse percentual era de 7%. Mesmo sendo considerado elevado ainda, o resultado é menor que o registrado em 2010, quando o índice era de 23%.
Censo 2022: 69% dos indígenas vivem em condições inadequadas de saneamento básicoÍndice é ainda maior, 95%, entre aqueles que moram em terras indígenas; 36% ainda vivem sem água encanadaBrasil2024-10-04T15:31:33.834ZDados do Censo de 2022, divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira (4), apontam que 69% dos indígenas, cerca de 1,1 milhão, vivem em domicílios em situação de precariedade de saneamento básico. Índice muito superior ao restante da população, onde 27% vivem nesta condição. Segundo o levantamento, o Brasil possui 1,6 milhão de indígenas. Desse total, apenas 3% vivem em malocas ou estruturas sem paredes. Os indígenas que vivem em aldeias localizadas em terras indígenas sofrem ainda mais com a falta de estrutura de saneamento básico. Nesses locais, o índice de precariedade salta e chega a 95%. Sobre o abastecimento de água, 36% dos indígenas vivem em condições precárias, enquanto 6% do restante da população sofre do mesmo problema. E, novamente, dentro das terras indígenas, essa porcentagem saltou para 69%. Segundo o Censo, são casas sem água encanada, onde moradores devem recorrer a outras saídas pelo bem universal como a utilização de poços ou fontes sem encanamento. Outro ponto preocupante é a coleta de lixo. Isso, embora tenha havido uma redução significativa no número de indígenas que ainda usam métodos precários para destinar os resíduos, caiu de 71% em 2010 para 28% em 2022. Apesar da diminuição, o índice ainda é muito maior que os 9% registrados entre a população geral. Educação A taxa de analfabetismo entre a população indígena é quase o dobro da taxa da população em geral, em todo país. Entre os indígenas maiores de 15 anos, 15% não sabiam ler e escrever em 2022. Entre a população geral, esse percentual era de 7%. Mesmo sendo considerado elevado ainda, o resultado é menor que o registrado em 2010, quando o índice era de 23%. São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/brasil/censo-2022-69-dos-indigenas-vivem-em-condicoes-inadequadas-de-saneamento-basico
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