Angra enfrenta protestos com nova taxa para turistas
Moradores, barqueiros e empresários contestam nova cobrança; cabine do sistema foi incendiada na Ilha Grande


Manifestantes protestam contra nova taxa turística em Angra | reprodução/Magnific
A cidade de Angra dos Reis, na Costa Verde do Rio de Janeiro, enfrenta protestos e episódios de vandalismo após o início da cobrança da Taxa de Turismo Sustentável. A medida entrou em vigor nesta segunda-feira (1º) e tem gerado críticas de moradores, trabalhadores e empresários do setor turístico.
Segundo a prefeitura, a taxa foi criada para financiar ações de preservação ambiental e melhorias na infraestrutura local. Apesar da justificativa, a implementação da cobrança provocou reações contrárias e transtornos logo no primeiro dia de vigência.
Durante a madrugada de segunda-feira (1º), câmeras de monitoramento flagraram dois homens destruindo e incendiando a cabine da estação do programa Viva Angra, instalada na Vila do Abraão para operar o novo sistema de arrecadação.
No mesmo dia, barqueiros, moradores e profissionais ligados ao turismo realizaram uma manifestação no cais de embarque e desembarque da Vila do Abraão. O protesto reuniu dezenas de pessoas contrárias à taxa e terminou com a apreensão de um adolescente.
Representantes do setor turístico afirmam que a cobrança foi implementada sem diálogo suficiente com a comunidade local e alertam para possíveis impactos negativos na economia da região. Segundo eles, a medida pode desestimular visitantes e afetar diretamente pousadas, restaurantes, bares, operadoras de passeios e demais trabalhadores que dependem do turismo na Ilha Grande.
Como funciona a taxa de turismo sustentável
A cobrança foi criada para ajudar a custear projetos de preservação ambiental, saneamento e infraestrutura turística. De acordo com a prefeitura, a medida é uma resposta ao crescimento constante do fluxo de visitantes em Angra dos Reis e na Ilha Grande.
Estão isentos da taxa moradores de Angra dos Reis, familiares de residentes até o segundo grau, prestadores de serviço cadastrados, crianças de até 12 anos e pessoas com mais de 60 anos.
De acordo com a prefeitura de Angra, os valores variam conforme o destino e o período de permanência. No primeiro ano de vigência, a taxa será de 5 UFIRs (R$ 23,75) para visitantes do continente e de 10 UFIRs (R$ 47,50) para quem visitar a Ilha Grande, considerando estadias de até sete dias. A partir desse período, será cobrada uma taxa adicional de meia UFIR (R$ 2,37) por diária extra.
Quem já tiver pago a taxa referente ao continente e decidir seguir para a Ilha Grande deverá arcar apenas com a diferença de valor.
Segundo a administração municipal, os recursos arrecadados serão destinados prioritariamente a projetos de saneamento básico, preservação ambiental, segurança pública e melhorias da infraestrutura turística, tanto no continente quanto na Ilha Grande.
*Sob supervisão















