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Alunos da USP mantém reitoria ocupada e cobram retomada de negociações

Estudantes querem aumento no auxílio estudantil, melhorias no CRUSP e nos bandejões; reitoria fala em invasão e danos ao patrimônio

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Praça do Relógio | Cecília Bastos/USP Imagem
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A ocupação da reitoria da Universidade de São Paulo (USP) por estudantes entrou no segundo dia nesta sexta-feira (8). Os alunos cobram a retomada das negociações com o reitor Aluísio Augusto Cotrim Segurado e afirmam que o diálogo foi encerrado unilateralmente pela administração da universidade, nesta semana.

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Os estudantes estão no prédio desde quinta-feira (7). Entre as principais reivindicações estão o aumento do valor pago pelo Programa de Apoio à Permanência e Formação Estudantil (PAPFE), melhorias nas moradias estudantis e mudanças nos restaurantes universitários, conhecidos como bandejões.

Segundo o Diretório Central dos Estudantes (DCE), a ocupação foi motivada pela “precarização das condições de inclusão e permanência” dentro da universidade.

O que os estudantes reivindicam?

Os alunos pedem reajuste no auxílio permanência pago pela USP. Segundo integrantes do DCE, a proposta apresentada pela reitoria prevê aumento de R$ 27 para quem recebe o valor integral e de R$ 5 para quem recebe o valor parcial.

Atualmente, o auxílio integral é de R$ 885 e o parcial, de R$ 320. Para os estudantes, os valores não acompanham o custo de vida nas regiões onde ficam os campi da universidade.

Além disso, os alunos cobram melhorias no Conjunto Residencial da USP (CRUSP). De acordo com o movimento estudantil, há problemas frequentes de falta de água, mofo nos apartamentos e dificuldades estruturais nas moradias.

Outro ponto levantado pelos estudantes envolve os restaurantes universitários. Em nota, o DCE afirmou que há registros recorrentes de problemas na alimentação oferecida nos bandejões.

Os alunos relatam filas longas e alegam que refeições já foram servidas com alimentos estragados e até presença de larvas.

“Tudo que nós queremos é ser ouvidos”, afirmou o estudante Felipe, integrante do DCE. Segundo ele, a realidade enfrentada pelos alunos é diferente da vivida pela administração da universidade.

O que diz a reitoria da USP?

Em nota, a reitoria da USP afirmou que lamenta “a escalada de violência que levou à invasão do prédio principal da Reitoria por manifestantes, com danos ao patrimônio público”.

A administração informou ainda que acionou as forças de segurança para evitar novas ocupações e preservar os espaços da universidade.

Antes da ocupação, a reitoria afirmou que realizou reuniões com representantes estudantis desde abril e destacou que houve avanços nas negociações. Segundo a universidade, os encontros somaram cerca de 20 horas de diálogo.

Debate envolve orçamento da universidade

Os estudantes também questionam a destinação de recursos da universidade. Segundo o movimento, a USP teria aprovado neste ano uma bonificação de R$ 240 milhões para professores, enquanto as demandas estudantis seguem sem solução.

De acordo com os alunos, a ocupação só será encerrada quando a reitoria aceitar retomar as negociações.

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