AGU contrata advogados no exterior para extradição de condenados do 8 de janeiro que fugiram do Brasil
Autorização cumpre decisão do Supremo Tribunal Federal em 64 ações penais contra participantes dos atos de vandalismo na Praça dos Três Poderes em Brasília
S
SBT News
Participantes do 8 de janeiro | Divulgação/Marcelo Camargo/Agência Brasil
A Advocacia-Geral da União (AGU) deu início ao processo de extradiçãodos condenados pelos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023 nesta quarta-feira (8), com a assinatura da contratação de advogados no exterior para representar os interesses do Brasil junto a instâncias judiciais, e trazer de volta brasileiros que fugiram para o exterior.
A ação coincide com a cerimônia que lembrou os dois anos do ataque à democracia brasileira, com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). No evento houve um "abraço à democracia" na Praça dos Três Poderes, um ato simbólico em contraste com a destruição de 2023.
Acompanhe o SBT News nas TVs por assinatura Claro (586), Vivo (576), Sky (580) e Oi (175), via streaming pelo +SBT,Site e YouTube, além dos canais nas Smart TVs Samsung, LG e Roku.
Para seguir com a extradição dos condenados, a AGU precisa solicitar ao Supremo Tribunal Federal (STF) informações atualizadas sobre as jurisdições destinatárias dos pedidos, além de atuar junto ao Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) para identificar os casos em que cabem as extradições.
A autorização foi assinada pelo advogado-geral da União, Jorge Messias, cumprindo a decisão do ministro Alexandre de Moraes, que determinou a adoção de providências necessárias para a efetivação da extradição em 64 ações penais. Novas solicitações também também poderão ser contempladas com a medida.
Os pedidos são encaminhados pela autoridade judicial ao MJSP, que realiza "exame da presença dos pressupostos formais de admissibilidade". Se for atendido, a AGU envia o pedido ao país onde está o condenado, por via diplomática ou por autoridades centrais.
O Estado brasileiro pode intervir em processos judiciais estrangeiros relacionados a pedidos de extradição, normalmente como assistente processual da parte autora, para contribuir com o esclarecimento de questões factuais e jurídicas que surjam no decorrer do processo. A medida já foi adotada em outros processos de extradição.
A contratação de advogados para representar os interesses do Brasil no exterior é necessária para atender aos requisitos de habilitação profissional exigidos por alguns países.
AGU contrata advogados no exterior para extradição de condenados do 8 de janeiro que fugiram do BrasilAutorização cumpre decisão do Supremo Tribunal Federal em 64 ações penais contra participantes dos atos de vandalismo na Praça dos Três Poderes em BrasíliaBrasil2025-01-08T20:49:29.231ZA Advocacia-Geral da União (AGU) deu início ao processo de extradição dos condenados pelos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023 nesta quarta-feira (8), com a assinatura da contratação de advogados no exterior para representar os interesses do Brasil junto a instâncias judiciais, e trazer de volta brasileiros que fugiram para o exterior. A ação coincide com a cerimônia que lembrou os dois anos do ataque à democracia brasileira, com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). No evento houve um "abraço à democracia" na Praça dos Três Poderes, um ato simbólico em contraste com a destruição de 2023. Para seguir com a extradição dos condenados, a AGU precisa solicitar ao Supremo Tribunal Federal (STF) informações atualizadas sobre as jurisdições destinatárias dos pedidos, além de atuar junto ao Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) para identificar os casos em que cabem as extradições. A autorização foi assinada pelo advogado-geral da União, Jorge Messias, cumprindo a decisão do ministro Alexandre de Moraes, que determinou a adoção de providências necessárias para a efetivação da extradição em 64 ações penais. Novas solicitações também também poderão ser contempladas com a medida. Os pedidos são encaminhados pela autoridade judicial ao MJSP, que realiza "exame da presença dos pressupostos formais de admissibilidade". Se for atendido, a AGU envia o pedido ao país onde está o condenado, por via diplomática ou por autoridades centrais. O Estado brasileiro pode intervir em processos judiciais estrangeiros relacionados a pedidos de extradição, normalmente como assistente processual da parte autora, para contribuir com o esclarecimento de questões factuais e jurídicas que surjam no decorrer do processo. A medida já foi adotada em outros processos de extradição. A contratação de advogados para representar os interesses do Brasil no exterior é necessária para atender aos requisitos de habilitação profissional exigidos por alguns países.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/brasil/agu-contrata-advogados-no-exterior-para-extradicao-de-condenados-do-8-de-janeiro-que-estao-fora-do-brasil