Brasil

Governo entrega 1,2 tonelada de alimentos para auxiliar território Yanomami

Profissionais do SUS também foram enviados para prestar atendimento na região

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Camila Stucaluc
25/01/2023, 07:34 • Atualizado em 31/10/2023, 15:09
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Mais de 500 crianças yanomamis morreram em 2022 devido à desnutrição | Divulgação/Sesai

Mais de 500 crianças yanomamis morreram em 2022 devido à desnutrição | Divulgação/Sesai

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O governo federal enviou, na 3ª feira (24.jan), 1,2 toneladas de alimentos e 95 kg de material médico para auxiliar a população do território indígena Yanomami, em Roraima. A distribuição aconteceu com cooperação da Força Aérea Brasileira e do Exército, uma vez que a região registra um enorme número de garimpeiros.

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Até o momento, mais de mil indígenas com graves problemas de saúde e situação de extrema vulnerabilidade foram resgatados e enviados a centros de apoio. Segundo o secretário de Saúde Indígena, Ricardo Weibe Tapeba, os principais problemas identificados são desnutrição e malária. Em coletiva, ele classificou o cenário como de guerra.

No início da semana, o Ministério da Saúde também enviou 12 profissionais da Força Nacional do Sistema Único de Saúde (SUS) para o território Yanomami. O grupo está concentrado em Boa Vista, onde prestará serviços na Casa de Saúde Indígena (Casai) e no hospital de campanha que está sendo preparado pelo governo.

A negligência encontrada na região já resultou na exoneração de 11 coordenadores regionais da Secretaria de Saúde Indígena, bem como na demissão de 38 servidores da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai). Pelas redes sociais, a ministra dos Povos Indígenas, Sonia Guajajara, afirmou que os cortes continuarão.

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"Começamos a desfazer a militarização da Funai feita na gestão passada. Hoje foram demitidos 43 militares que vinham tomando ações contrárias à missão de assegurar os direitos dos povos indígenas. Uma equipe comprometida é essencial para a proteção dos nossos povos e territórios", escreveu.

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