Política

Moraes cria narrativa para me atingir, diz Eduardo Bolsonaro sobre gravação de vídeo

Ex-deputado se manifestou após ministro cobrar explicações sobre possível descumprimento de medida cautelar envolvendo uso de celular por Bolsonaro

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Eduardo Bolsonaro provocou o ministro Alexandre de Moraes | Reprodução/Instagram - Ton Molina/STF

O ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL) publicou um vídeo nas redes sociais nesta segunda-feira (30) rebatendo o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), depois que o magistrado cobrou explicações sobre um possível descumprimento de medidas cautelares pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

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O episódio ocorreu em um evento que reuniu líderes de direita e extrema-direita no Texas durante o fim de semana. Enquanto discursava, Eduardo segurava um celular e dizia estar gravando um vídeo para mostrar ao pai. Bolsonaro cumpre prisão domiciliar desde sexta (27) e não pode acessar celulares ou redes sociais por determinação do Supremo.

Para Eduardo, a exigência emitida por Moraes à defesa de Bolsonaro é “esdrúxula” e tenta “criar uma narrativa” para atribuir a si uma eventual responsabilidade pela revogação da prisão domiciliar humanitária para o pai. “Então, o meu recado é: eu não vou parar", diz Eduardo.

O ex-deputado ainda provocou o ministro ao falar que ele tem “129 milhões de outras preocupações” para tratar, em referência ao valor do contrato de sua esposa, a advogada Viviane Barci, junto ao Banco Master para prestação de serviços de consultoria e atuação jurídica. “Vá tomar conta dos seus escândalos de corrupção que enojam o STF inteiro", finaliza.

O que aconteceu

No domingo (29), Eduardo esteve na Conferência da Ação Política Conservadora (CPAC), principal hub global da extrema-direita. Em dado momento de seu discurso, ele segura um celular e diz estar fazendo um vídeo para mostrar ao pai.

“Vocês sabem por que eu estou fazendo esse vídeo? Porque estou mostrando para o meu pai e eu vou provar para todo mundo no Brasil que você não pode calar um movimento de forma injusta, prendendo o líder desse movimento, Jair Messias Bolsonaro. Muito obrigado”, disse Eduardo.

Bolsonaro passou a cumprir a prisão domiciliar humanitária na sexta por 90 dias enquanto se recupera plenamente de uma broncopneumonia. A ordem do ministro Alexandre de Moraes é que, no período, o ex-presidente use uma tornozeleira eletrônica, não receba visitas de aliados políticos e também não acesse redes sociais ou celulares.

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