Assalto em laboratório da USP: quadrilha rendeu seguranças e usaram senha para entrar
Crime durou 5 minutos, suspeitos levaram cobre, computadores e HDs de estudos científicos; veja o que se sabe até o momento
Fabio Diamante
Robinson Cerantula
A quadrilha que invadiu o laboratório do Instituto de Energia e Ambiente da USP, em São Paulo, na noite de Réveillon, rendeu seguranças, roubou material de cobre e equipamentos de pesquisa científica.
A ação durou pouco mais de cinco minutos e foi planejada para surpreender os vigilantes.
Os criminosos pularam uma cerca simples, renderam os vigilantes na guarita e entraram em um depósito onde o cobre era armazenado. Um quarto suspeito aguardava os comparsas em uma van branca, do lado de fora, para entrar no campus assim que o portão fosse aberto. Todos usavam luvas e máscaras, segundo a investigação.
O material de cobre ficava em uma área restrita, protegida por senha. O que chamou a atenção dos investigadores é que os suspeitos tinham o código de acesso.
Eles foram direto ao local, digitaram a senha, estacionaram a van no interior do prédio e obrigaram os vigilantes a carregar o veículo com o cobre.
O que foi roubado além do cobre?
Além do material, a quadrilha levou:
- 2 computadores.
- 2 HDs com estudos científicos em andamento.
Segundo a polícia, os equipamentos podem ter sido roubados porque os criminosos acreditaram que neles estariam imagens de câmeras de segurança.
Prejuízo de R$ 100 mil ao laboratório
O vice-diretor do Instituto, professor Ildo Sauer, disse que o prejuízo científico é grande, pois havia experimentos em andamento em duas áreas, incluindo o Laboratório Brasileiro de Arco Elétrico, um dos três únicos do tipo no mundo que prestam serviços à indústria.
O impacto financeiro ainda não foi totalmente calculado, mas a estimativa inicial aponta para mais de R$ 100 mil em prejuízo, causado principalmente pelo roubo do cobre.
A expectativa de recuperação é baixa. Uma das linhas de investigação aponta que a van foi levada para uma comunidade próxima ao campus, onde o cobre foi derretido logo após o roubo, de acordo com os investigadores.









