Cidades

PF mira esquema de fraude na compra de equipamentos de combate à covid-19 no RJ

Investigação aponta que irregularidades deram prejuízo de R$ 5 milhões; agentes apreenderam carros, relógios de luxo, dinheiro e até um lagarto australiano

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Felipe Moraes
20/03/2024, 11:00 • Atualizado em 20/03/2024, 12:01
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PF mira esquema de fraude na compra de equipamentos de combate à covid-19 no RJ

A Polícia Federal (PF) deflagrou, na manhã desta quarta-feira (20), a operação Janus, mirando esquema de fraude e superfaturamento de licitações emergenciais para compra de equipamentos de combate à covid-19 no Rio de Janeiro. A força-tarefa teve apoio da Controladoria-Geral da União (CGU).

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A investigação apontou prejuízo de mais de R$ 5 milhões. Por isso, a Justiça Federal determinou sequestro de bens e valores nesse valor.

Na ação de hoje, 50 agentes federais e 12 auditores da CGU cumpriram 10 mandados de busca e apreensão, expedidos pela 4ª Vara Federal de São João de Meriti (RJ), em residências, empresas e escritórios ligados à organização criminosa nos municípios de Bom Jardim e Duque de Caxias e na capital carioca.

Polícia Federal apreendeu relógios de luxo e US$ 6 mil na casa de um dos alvos (PF/Divulgação)
Polícia Federal apreendeu relógios de luxo e US$ 6 mil na casa de um dos alvos (PF/Divulgação)

Na casa de um dos alvos, agentes apreenderam relógios de luxo e R$ 6 mil em espécie.

Em buscas na residência de um suspeito na Barra da Tijuca, a força-tarefa apreendeu um lagarto australiano — a filha do investigado foi presa e encaminhada à Superintendência da PF. Carros também estão entre os itens recolhidos na operação.

PF também apreendeu um lagarto australiano na residência de um dos alvos, na Barra da Tijuca (PF/Divulgação)
PF também apreendeu um lagarto australiano na residência de um dos alvos, na Barra da Tijuca (PF/Divulgação)

A investigação da PF começou em 2020 e encontrou irregularidades em processos de dispensa de licitações, que envolviam compras emergenciais de equipamentos para combater a covid-19.

Entre as fraudes apuradas, segundo a PF, "se destaca o superfaturamento de contratações junto à Prefeitura de Duque de Caxias por intermédio de empresas de fachada, com a utilização de pessoas interpostas que serviriam também para ocultar a origem e destino dos valores obtidos ilicitamente".

Suspeitos poderão responder por associação criminosa, peculato, lavagem de dinheiro e crimes licitatórios.

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