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Israel diz ter planos para pelo menos mais três semanas de guerra contra o Irã

Porta-voz militar israelense disse ainda que o país tem estratégias mais longas para o conflito, que se arrasta sem fim claro à vista

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Nadav Shoshani é porta-voz das Forças de Defesa de Israel | Reprodução/YouTube
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O governo de Israel afirmou nesta segunda-feira (16) que tem planos detalhados para pelo menos mais três semanas de guerra contra o Irã, além de estratégias adicionais que se estendem por mais tempo, segundo o porta-voz militar israelense, tenente-coronel Nadav Shoshani.

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As Forças de Defesa de Israel bombardearam alvos iranianos durante a noite, ao passo que ataques de drones de Teerã fecharam temporariamente o aeroporto de Dubai e atingiram uma instalação petrolífera nos Emirados Árabes Unidos.

Israel define seus objetivos como limitados ao enfraquecimento da capacidade do Irã de ameaçar a segurança israelense, focando em atacar a infraestrutura de mísseis balísticos, as instalações nucleares e o aparato de segurança. Os militares afirmaram que ainda têm milhares de alvos para atingir dentro do país vizinho.

"Queremos garantir que esse regime esteja o mais fraco possível e que degrademos todas as suas capacidades, todas as partes e todos os braços do seu aparato de segurança", disse Shoshani.

A guerra dos EUA e de Israel contra o Irã entra agora em sua terceira semana sem um fim claro à vista e com a manutenção do bloqueio ao Estreito de Ormuz, por onde passam 20% de todo o petróleo e gás natural liquefeito do mundo. O conflito tem pressionado a elevação dos preços do petróleo e aumentando os temores de um novo pico na inflação global.

O presidente dos EUA, Donald Trump, pediu no domingo (15) a formação de uma coalizão de nações para ajudar a reabrir a rota marítima vital e alertou que a aliança da OTAN terá um futuro "muito ruim" se seus membros não prestarem auxílio a Washington.

O apelo provocou uma resposta cautelosa dos aliados, que manifestaram apoio aos esforços diplomáticos para reabrir a rota, mas sinalizaram cautela quanto à possibilidade de uma ação militar.

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