Nos próximos dias, mundo deve acompanhar a eleição do novo chefe da Igreja Católica Apostólica Romana
Giovanna Colossi
Com a morte do Papa Francisco, nesta segunda-feira (21), aos 88 anos, a Igreja Católica Apostólica Romana fica em estado de "sede vacante". O período só termina com a escolha de um sucessor para o pontífice, numa eleição que é conhecida como conclave. Entenda.
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Até que seja conhecido o nome do futuro papa, a direção da Santa Sé fica sob a responsabilidade do Colégio Cardinalício, composto atualmente por 252 cardeais. Desses, 135 participarão do conclave que escolhe o novo líder da igreja. Os outros 117, todos com 80 anos ou mais, são considerados cardeais não eleitores e, portanto, não participam da reunião.
O conclave para a eleição do novo papa deve acontecer de 15 a 20 dias, não mais que isso, após a vacância da Sé Apostólica. No dia escolhido para o conclave, os cardeais eleitores celebram missa na Basílica de São Pedro, no Vaticano, e depois vão em procissão até a Capela Sistina, entoando a monofônica Ladainha dos Santos. Sob a obra do Juízo Final de Michelangelo, eles fazem o juramento de segredo absoluto durante e depois do conclave.
Feito o juramento final, o mestre de cerimônias litúrgicas dá a ordem “Extra omnes” (todos fora), momento em que os cardeais não eleitores deixam a capela, com exceção de um, que permanece e lê uma meditação sobre as qualidades que um papa deve ter e os desafios que a Igreja enfrenta. Somente então ele e o mestre de cerimônias deixam os cardeais para começar a votar.
O cardeal camerlengo, responsável por tocar a Cúria Romana – instituições administrativas da Santa Sé – depois da morte ou renúncia do papa, é quem fica encarregado de que a eleição aconteça. O único método atualmente válido é através do voto individual e secreto dos cardeais.
O papa só é eleito com uma maioria de dois terços dos votos. No Dia 1, apenas uma rodada de votação é realizada; depois disso, os cardeais votam duas vezes pela manhã e duas à tarde, até obterem um vencedor.
Se depois de 24 votações os cardeais não chegarem a um acordo, eles podem decidir por maioria absoluta como proceder. O papa pode, então, ser eleito por maioria simples.
Após cada eleição as cédulas são queimadas e sua fumaça enviada para fora da chaminé da Capela Sistina. Segundo a tradição, a fumaça preta indica que o papa não foi eleito, enquanto a fumaça branca simboliza que o novo chefe da igreja católica foi escolhido.
O rito costuma ser acompanhado por centenas de milhares de fiéis na Praça de São Pedro, no Vaticano, e outros milhões pela televisão.
Conclave: como funciona a escolha de um novo papaNos próximos dias, mundo deve acompanhar a eleição do novo chefe da Igreja Católica Apostólica RomanaMundo2025-04-21T08:48:50.417ZCom a morte do Papa Francisco, nesta segunda-feira (21), aos 88 anos, a Igreja Católica Apostólica Romana fica em estado de "sede vacante". O período só termina com a escolha de um , numa eleição que é conhecida como conclave. Entenda. Até que seja conhecido o nome do futuro papa, a , composto atualmente por 252 cardeais. Desses, 135 participarão do conclave que escolhe o novo líder da igreja. Os outros 117, todos com 80 anos ou mais, são considerados cardeais não eleitores e, portanto, não participam da reunião. O conclave para a eleição do novo papa deve acontecer de 15 a 20 dias, não mais que isso, após a vacância da Sé Apostólica. No dia escolhido para o conclave, os cardeais eleitores celebram missa na Basílica de São Pedro, no Vaticano, e depois vão em procissão até a Capela Sistina, entoando a monofônica Ladainha dos Santos. Sob a obra do Juízo Final de Michelangelo, eles fazem o juramento de segredo absoluto durante e depois do conclave. Feito o juramento final, o mestre de cerimônias litúrgicas dá a ordem “Extra omnes” (todos fora), momento em que os cardeais não eleitores deixam a capela, com exceção de um, que permanece e lê uma meditação sobre as qualidades que um papa deve ter e os desafios que a Igreja enfrenta. Somente então ele e o mestre de cerimônias deixam os cardeais para começar a votar. O cardeal camerlengo, responsável por tocar a Cúria Romana – instituições administrativas da Santa Sé – depois da morte ou renúncia do papa, é quem fica encarregado de que a eleição aconteça. O único método atualmente válido é através do voto individual e secreto dos cardeais. O papa só é eleito com uma maioria de dois terços dos votos. No Dia 1, apenas uma rodada de votação é realizada; depois disso, os cardeais votam duas vezes pela manhã e duas à tarde, até obterem um vencedor. Se depois de 24 votações os cardeais não chegarem a um acordo, eles podem decidir por maioria absoluta como proceder. O papa pode, então, ser eleito por maioria simples. Após cada eleição as cédulas são queimadas e sua fumaça enviada para fora da chaminé da Capela Sistina. Segundo a tradição, a fumaça preta indica que o papa não foi eleito, enquanto a fumaça branca simboliza que o novo chefe da igreja católica foi escolhido. O rito costuma ser acompanhado por centenas de milhares de fiéis na Praça de São Pedro, no Vaticano, e outros milhões pela televisão. São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/mundo/conclave-como-funciona-a-escolha-de-um-novo-papa
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