Após um ano, inquérito sobre trabalho análogo à escravidão em vinícolas ainda não foi concluído
207 pessoas que trabalhavam na colheita da uva em Bento Gonçalves, na Serra Gaúcha, foram resgatadas
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Luciane Kohlmann
22/02/2024, 02:32 • Atualizado em 22/02/2024, 02:32
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Há um ano, 207 pessoas que trabalhavam na colheita da uva em Bento Gonçalves, na Serra Gaúcha, foram resgatadas de condições semelhantes à escravidão. A notícia chocou o país, mas o inquérito que apura o crime, até agora, não foi concluído.
Parte do grupo fugiu e denunciou o alojamento precário, jornadas exaustivas, refeições estragadas, falta de pagamento e o pior: as agressões físicas. A maioria das vítimas era da Bahia.
"Era como se a gente fosse um bicho para trabalhar só e acabou. Eu já achei outras vagas para outros lugares, mas não quis ir com medo de acontecer a mesma coisa outra vez, de ter que passar tudo outra vez", conta Uanderson Davi Santos Ribeiro.
As três vinícolas que contrataram a Fênix, empresa responsável pelo alojamento, fizeram um acordo de R$ 7 milhões com o Ministério Público do Trabalho. Uma parte do dinheiro foi usada para pagar indenizações às vítimas.
As vinícolas foram obrigadas a cumprir 21 melhorias das condições de trabalho, mas o alojamento onde aconteceu o resgate não fechou. Recentemente, parte do prédio foi interditada novamente por falta de condições.
O dono da prestadora de serviço, Pedro Augusto de Oliveira Santana, que intermediava as contratações, chegou a ser preso, mas foi solto depois de pagar fiança.
Um ano depois, a Polícia Federal ainda não concluiu o inquérito que apura o crime de trabalho semelhante à escravidão. Novas perícias serão realizadas.
Enquanto isso, as vítimas aguardam o julgamento da ação civil coletiva, na Justiça do Trabalho, contra a empresa Fênix para receber a indenização por danos morais e as verbas rescisórias previstas na lei.
Após um ano, inquérito sobre trabalho análogo à escravidão em vinícolas ainda não foi concluído207 pessoas que trabalhavam na colheita da uva em Bento Gonçalves, na Serra Gaúcha, foram resgatadasJustiça2024-02-22T02:32:57.000Z Há um ano, 207 pessoas que trabalhavam na colheita da uva em Bento Gonçalves, na Serra Gaúcha, foram resgatadas de condições semelhantes à escravidão. A notícia chocou o país, mas o inquérito que apura o crime, até agora, não foi concluído. Parte do grupo fugiu e denunciou o alojamento precário, jornadas exaustivas, refeições estragadas, falta de pagamento e o pior: as agressões físicas. A maioria das vítimas era da Bahia. "Era como se a gente fosse um bicho para trabalhar só e acabou. Eu já achei outras vagas para outros lugares, mas não quis ir com medo de acontecer a mesma coisa outra vez, de ter que passar tudo outra vez", conta Uanderson Davi Santos Ribeiro. As três vinícolas que contrataram a Fênix, empresa responsável pelo alojamento, fizeram um acordo de R$ 7 milhões com o Ministério Público do Trabalho. Uma parte do dinheiro foi usada para pagar indenizações às vítimas. As vinícolas foram obrigadas a cumprir 21 melhorias das condições de trabalho, mas o alojamento onde aconteceu o resgate não fechou. Recentemente, parte do prédio foi interditada novamente por falta de condições. O dono da prestadora de serviço, Pedro Augusto de Oliveira Santana, que intermediava as contratações, chegou a ser preso, mas foi solto depois de pagar fiança. Um ano depois, a Polícia Federal ainda não concluiu o inquérito que apura o crime de trabalho semelhante à escravidão. Novas perícias serão realizadas. Enquanto isso, as vítimas aguardam o julgamento da ação civil coletiva, na Justiça do Trabalho, contra a empresa Fênix para receber a indenização por danos morais e as verbas rescisórias previstas na lei.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/justica/apos-um-ano-inquerito-sobre-trabalho-analogo-a-escravidao-em-vinicolas-ainda-nao-foi-concluido
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