Economia

Mercado de canetas emagrecedoras no Brasil pode ter chegado a R$ 10 bi em 2025

Estimativa é da XP e considera importações de GLP-1 ao longo do ano passado

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GLP-1: principal motor de crescimento do varejo farmacêutico do Brasil, segundo a XP | Roberto Pfeil/Picture alliance/Getty Images

O mercado brasileiro de canetas emagrecedoras à base de GLP-1 — como Wegovy, Ozempic e Mounjaro — pode ter alcançado entre R$ 9 bilhões e R$ 10 bilhões em 2025, segundo estimativa da XP. O cálculo considera as margens da indústria e do varejo farmacêutico e mostra que esses medicamentos se tornaram um dos principais vetores de crescimento do setor no país.

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A casa monitora importações de GLP-1 e identificou um crescimento de 77% nas compras no quarto trimestre, desacelerando frente aos 92% registrados no terceiro trimestre.

As importações em dezembro somaram R$ 354 milhões e ficaram bem abaixo da média do segundo semestre, de R$ 730 milhões. Na avaliação da XP, a performance pode ter refletido a sazonalidade e antecipação de volumes em novembro, quando as compras somaram R$ 1,1 bilhão.

Se fossem consideradas importações provenientes da Alemanha — hoje fora do cálculo por envolver uma fábrica da Eli Lilly ainda em desenvolvimento — o crescimento do quarto trimestre aceleraria para 132%, indicando que a demanda segue aquecida.

No agregado de 2025, a XP projeta alta de 82% nas importações anuais, sustentando a expectativa de forte contribuição do GLP-1 para os resultados do varejo farmacêutico no quarto trimestre e ao longo de 2026, mesmo com números consolidados abaixo de algumas projeções iniciais.

Competição por preço

A competição por preços ajuda a explicar parte da dinâmica do setor. A Pague Menos, hoje, de acordo com o monitoramento da XP, pratica 83% do teto de preço estabelecido pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos, com redução média de 4% no valor, mês a mês.

Outras varejistas como Panvel e Drogaria São Paulo tem recuo menor, de 2% na média mensal.

"Apesar desses movimentos, RD, Panvel e DPSP continuam sendo as farmácias com os menores preços finais ao consumidor, com preços de RX variando entre 63% e 65% do teto regulatório", escreveram os analistas da XP.

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