Guilherme Seto
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Coluna do Guilherme

Mestre em Sociologia pela USP, Guilherme Seto trabalhou na Folha de S.Paulo e teve passagens por Esporte, Cotidiano, sucursal de Brasília e coluna Painel.

Justiça

Decisão sobre delação de Beto Louco em SP deve sair nesta semana

Reconduzido ao cargo, procurador-geral de Justiça pretende reunir cúpula do MPSP para tratar do tema

Imagem da noticia Decisão sobre delação de Beto Louco em SP deve sair nesta semana
Ministério Público SP - Reprodução
Guilherme Seto

A cúpula do Ministério Público de São Paulo deve decidir ainda nesta semana se aceita a proposta de acordo de delação premiada apresentada pelo empresário Roberto Leme, conhecido como “Beto Louco”.

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O responsável pela decisão será Paulo Sérgio de Oliveira e Costa, reconduzido ao cargo de procurador-geral de Justiça pelo governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) nesta terça-feira (14).

Uma reunião da cúpula do MPSP é esperada para os próximos dias para tratar do tema. Em dezembro, uma proposta de delação foi rejeitada pela PGR (Procuradoria-Geral da República), segundo reportagem do portal UOL, a partir de uma avaliação de que Beto Louco não havia apresentado provas concretas.

Beto Louco foi alvo da Operação Carbono Oculto, que investiga a infiltração do crime organizado na economia formal. Ele e Mohamad Hussein Mourad, o Primo, também na mira da operação, estão foragidos e na lista de procurados da Interpol. Segundo reportagem do jornal O Globo, eles foram localizados pela Polícia Federal na Líbia.

Segundo o jornal Folha de S.Paulo, a proposta de Beto ao MP implica servidores e magistrados do Estado em esquema bilionário de fraudes fiscais, sonegação e lavagem de dinheiro.

Beto e Primo são apontados pelos investigadores como peças centrais de estratégia de infiltração da facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital) no setor de combustíveis e no mercado de capitais. Beto era, supostamente, o responsável por administrar empresas utilizadas pelo grupo para fraudes fiscais e ocultação de recursos.

As defesas de Beto e de Primo têm negado quaisquer relações dos investigados com o crime organizado.

Recondução

Oliveira e Costa foi reconduzido ao cargo pelo governador após ter vencido as eleições internas do MPSP no sábado (11). Ele recebeu 1.305 votos, o equivalente a 63% do total, o maior índice da história da instituição.

Ele seguirá à frente do MPSP para o biênio 2026/2028.

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