Marcola segue em estatal 50 dias após governo anunciar troca
Planalto havia informado que indicaria novo nome após revelação de empréstimo com lobista; Fazenda diz que processo está em andamento

Marcola segue em estatal 50 dias após governo anunciar troca | Reprodução
O governo federal mantém o cientista político Marco Aurélio Ribeiro, conhecido como Marcola, no conselho de administração da Terracap, apesar de ter informado ao SBT News — há 50 dias — que iria rever sua nomeação. De acordo com o Ministério da Fazenda, responsável formal pelas indicações na estatal, a substituição “está em andamento”.
O ex-chefe de gabinete do presidente Lula deixou a campanha petista após a revelação de que recebeu R$ 249 mil de Roberta Luchsinger, apontada como lobista do Careca do INSS dentro do governo federal. Ele afirma que o valor foi um empréstimo, já quitado. Dias antes, Lula havia transferido seu chefe de gabinete para a campanha ao ser informado de que o escândalo iria estourar a qualquer momento.
Em 6 de agosto, o Planalto declarou oficialmente à coluna que, fora da estrutura do governo, o cientista político também perderia sua indicação na Terracap, cargo que ocupa desde 2023 na cota da União. A estatal é conhecida como “imobiliária de Brasília” e paga R$ 12.484,41 por mês aos integrantes do conselho de administração.
Procurado, o Ministério da Fazenda assegurou que o processo de substituição na Terracap está em andamento. “O processo de indicação até a efetivação do indicado no Conselho leva um certo tempo, inclusive com necessidade de convocação de Assembleia de Acionistas para validação final do indicado”, afirmou em nota.
A pasta ressalta que as indicações aos conselhos de administração e fiscal seguem rigorosamente a lei e passam por avaliação dos comitês de elegibilidade das empresas estatais.
A Terracap confirmou que o ex-chefe de gabinete de Lula integra o Conselho de Administração como membro indicado pela União. “Esta condição permanecerá até que a União indique um novo representante”, declarou a estatal. Marcola não quis comentar.
























