Política

PL vê tarifaço como risco à campanha de Flávio Bolsonaro

Lideranças do partido recomendaram ao senador não se envolver no impasse entre Estados Unidos e Brasil

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Victoria Abel
O senador Flávio Bolsonaro | Bruno Peres/Agência Brasil

O senador Flávio Bolsonaro | Bruno Peres/Agência Brasil

Integrantes da pré-campanha de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e lideranças do PL alertaram o senador de que o envolvimento dele nas negociações do tarifaço com o governo dos Estados Unidos pode acarretar mais em prejuízos e riscos à imagem do pré-candidato à Presidência do que em benefícios. Caso a nova tarifa seja de fato aplicada aos produtos brasileiros, a incursão junto aos americanos deve ser vista como fracassada pelo eleitorado.

A expressão utilizada por uma das lideranças da legenda é de que Flávio Bolsonaro está “dando a cara a bater”, sem ter necessidade política de fazer isso. Os líderes da legenda recomendaram a Flávio não ir aos Estados Unidos e deixar o assunto de lado. Mas a influência do irmão e ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro e também do amigo Paulo Figueiredo teriam pesado mais na decisão do pré-candidato, de acordo com integrantes da campanha.

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A decisão sobre os Estados Unidos aplicarem ou não uma nova tarifa de 25% sobre produtos brasileiros está prevista para o próximo dia 15 de julho. Flávio Bolsonaro defendeu nesta terça-feira (7), durante audiência pública em Washington, nos Estados Unidos, o adiamento do imposto. Segundo ele, a medida deveria ser postergada até depois das eleições presidenciais de outubro.

A nova tarifa de 25% foi proposta em junho pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês), que acusa o Brasil de adotar práticas consideradas desleais e prejudiciais ao comércio americano. Entre os pontos citados estão críticas ao Pix, à política de combate à corrupção, às tarifas sobre a importação de etanol, à proteção da propriedade intelectual e ao desmatamento ilegal.

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