Mercado avalia novo tarifaço como menos preocupante
Bancos afirmam que país aprendeu a diversificar exportações rapidamente no ano passado


Tarifaço: para os economistas, no momento mais severo, o país foi testado e alcançou novos mercados | Divulgação/Marcello Casal/Agência Brasil
Representantes de bancos e instituições financeiras afirmam que a possibilidade de novas tarifas aplicadas pelos Estados Unidos ao Brasil, é menos preocupante que o cenário do ano passado, quando foi aplicado o tarifaço de 50%.
Ao SBT News, investidores e operadores do mercado destacaram ao menos dois pontos que minimizam os riscos de prejuízo à economia brasileira: a capacidade de diversificação da pauta de exportação e o diálogo ainda aberto entre a diplomacia brasileira e a Casa Branca.
Para os economistas, no momento mais severo, o país foi testado e alcançou novos mercados, sem maiores dificuldades, ampliando a lista de compradores. Além disso, integrantes das instituições financeiras pontuam que a diplomacia brasileira soube contornar os muros erguidos anteriormente em torno da Casa Branca e reabriram os canais de diálogo com o governo americano. As pontes, até o momento, parecem mantidas.
O governo dos Estados Unidos propôs, na noite de terça-feira (2), a imposição de uma tarifa adicional de 12,5% sobre produtos do Brasil. A medida, que também mira outros 59 países, ocorre após uma investigação sobre importação de mercadorias produzidas com trabalho forçado.
Na terça-feira, quando foi divulgada a proposta de taxação de alguns produtos em 25%, a bolsa de valores pareceu não se abalar tanto e o Ibovespa registrou alta de 1,16%. Já nesta quarta, com a sobretaxa de 12,5%, o Ibovespa caiu 2,2%.
Os economistas explicam que diferente do primeiro, o segundo anúncio incluiu uma lista grande de países e parece “menos política”. Outra causa para a queda foi uma nova escalada militar entre Estados Unidos e Irã.
























