Itamaraty cita 30 reuniões com EUA e prega cautela na reação
Diplomatas falam em 'politização evidente', mas defendem ser necessário estudar alcance das medidas


Palácio do Itamaraty, em Brasília | Divulgação/Marcelo Camargo/Agência Brasil
Integrantes do Itamaraty afirmam ser necessário cautela antes de qualquer decisão sobre a aplicação da Lei da Reciprocidade. Diplomatas defendem que as exceções precisam ser estudas a fundo para entender o tamanho do impacto para economia brasileira.
Os diplomatas também listaram ao menos 30 reuniões realizadas entre Brasil e Estados Unidos ao longo de um ano, em uma tentativa de evitar a imposição de uma nova tarifa de 25%. Os encontros ocorreram de forma presencial e virtual, com a participação do representante de Comércio dos EUA, Jamieson Greer, e do secretário de Estado, Marco Rubio.
Para os negociadores, a politização do tema está “evidente”, já que, em nenhum dos encontros, os americanos apresentaram propostas de negociação ao Brasil. Em vez disso, fizeram críticas ao Pix, criticaram o aumento do desmatamento e citaram denúncias de corrupção.
Mesmo após a reação do Palácio do Planalto, que afirmou que “iniciará imediatamente os trâmites para acionar os instrumentos previstos na Lei da Reciprocidade”, auxiliares do ministro das Relações Exteriores defendem que a resposta não pode ser dada no calor do momento nem na mesma moeda. Segundo eles, é necessário agir com frieza.
Outro ponto levantado pela equipe econômica do governo Lula é que a resposta aos americanos não precisa necessariamente vir na forma de novas tarifas, mas pode incluir a adoção de mais barreiras e exigências para a importação de produtos americanos, por exemplo.






















