Encontro Lula-Trump no G7 pode ocorrer de maneira informal
Brasil não pretende pedir reunião bilateral com americanos, mas deve abordar tarifas em discurso


Lula durante encontro com Donald Trump nos EUA. | Foto: Ricardo Stuckert
O Brasil não pretende pedir uma reunião bilateral formal com o presidente americano, Donald Trump, durante o encontro anual do G7. A expectativa de integrantes da diplomacia brasileira é de que o encontro possa ocorrer naturalmente, de maneira informal, após ambos se cumprimentarem nos corredores do evento, por exemplo, mas sem conversas previamente agendadas.
De acordo com aliados do presidente Lula, as negociações em torno das tarifas aplicadas pelos Estados Unidos aos produtos brasileiros devem ficar concentradas entre técnicos do comércio e da diplomacia, no grupo de trabalho (FT) criado entre os países. As equipes seguem em negociação.
A explicação dos diplomatas é de que a última reunião formal entre Lula e Trump ainda está recente e que não há elementos que justifiquem uma mobilização formal de dois chefes de Estado. Isso porque os técnicos de ambos os lados já estão em contato direto e discutindo o impasse em torno da aplicação de novas tarifas.
O GT foi criado após a visita de Lula à Casa Branca no dia 7 de maio. Reuniões entre os técnicos dos dois países vêm sendo realizadas com frequência, mas ainda não ocorreu um segundo encontro virtual envolvendo o secretário de comércio dos EUA, Jamieson Greer, e os ministros da Indústria e Comércio, Márcio Elias Rosa, das Relações Exteriores, Mauro Vieira, e da Fazenda, Dario Durigan
O primeiro encontro entre os chefes das pastas, sobre o tema, ocorreu no fim de maio, mas ainda sem avanços nas negociações. A expectativa é que uma evolução possa acontecer a partir do segundo encontro.
A Casa Branca propôs uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros, seguida de outra proposta de sobretaxa de 12,5% para o Brasil e outros 59 países. O tema deve ser tratado pelo presidente Lula em discurso no G7.






















